A Arte de René Magritte

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A arte evoca o mistério, sem o qual o mundo não existiria.”
René Magritte

O movimento surrealista nasceu, oficialmente, com a publicação de um manifesto, autoral de  André Breton, na edição inaugural de A Revolução Surrealista.

A nova escola surgiu na cidade de Paris, em meados da segunda década do século passado, e se tornou uma das mais importantes e interessantes expressões artísticas da história.

Antes das artes plásticas, o surrealismo foi um estilo literário capitaneado por Breton e Louis Aragon, poetas que adotaram o termo cunhado por Guillaume Apollinaire em 1917, dando-lhe fundamentos teóricos e práticos.

O surrealismo abarcou a pintura quando Breton introduziu ilustrações de alguns artistas plásticos, posteriormente rotulados surrealistas, nas páginas de A Revolução Surrealista.

O princípio da nova corrente artística se deu na Paris de 1925, mas no ano ano seguinte, Bruxelas, capital da Bélgica, assistia ao nascimento de um novo grupo de artistas que investia no novo estilo, e neste grupo estava René Magritte, o personagem de nossa postagem de hoje.

 René Magritte ficou ligado ao “surrealismo onírico”, que retornava às técnicas de pintura e desenho dos estilos mais tradicionais das artes plásticas, contrastando aos temas exóticos, inexistentes e imaginários.

O grupo belga era inegavelmente influenciado pelas obras metafísicas de Giogio de Chirico, que dava um tempero incongruente aos clássicos traços da renascença.  Junto a Magritte, neste período, um dos mais interessantes das artes plásticas, estavam Salvador Dalí e Yves Tanguy, dois grandes nomes da pintura.

O impacto da revolução surrealista foi sentido até no cinema. Um dos exemplos máximos deste fato foi a parceria de Dalí com Luis Bruñuel, que teve frutos como O Cão Andaluz e A Idade do Ouro.

 

Um pouco de Magritte

Por toda a obra de René Magritte percebemos que ele rumou claramente para as influências dos sonhos ou de imagens oriundas de viagens psicologicamente induzidas.

Frequentou a Academia Real de Belas Artes de Bruxelas, entre 1916 e 1918, absorvendo técnicas, influências e um espírito artístico contemplador que seriam determinantes em sua carreira.

Trabalhou como ilustrador de papéis de parede quando se casou em 1922, ao deixar o serviço da infantaria e somente começou a se dedicar exclusivamente à pintura a partir de 1926, produzindo sua primeira obra surrealista intitulada O Jóquei Perdido. A pintura inaugural mostra claramente a influência de Chirico na obra de Magritte, que enxergou a possibilidade de extrapolar as fronteiras da estética das Belas Artes.

O Jóquei Perdido, primeira obra de Magritte. Existem outras versões inspiradas no tema do pintor.

Apesar de ser um dos maiores nomes da arte, sua primeira exposição em Bruxelas foi duramente criticada e, talvez, isto tenha o motivado a se mudar para a capital francesa, onde teve contato com Breton.

Só retornou para respirar os ares belgas em 1930, com o intuito de fundar uma agência de publicidade ao lado do irmão. Permaneceu em Bruxelas até o fim da Segunda Guerra Mundial, tendo vivenciado toda a ocupação alemã da Bélgica.

Após a guerra, o continente europeu se reconstruía e Magritte sobrevivia fazendo falsificações, só voltando a produzir fortemente em 1948, com temas surrealistas que eram fortes em sua obra desde o início.

O artista viveu até os 68 anos, falecendo em agosto de 1967, deixando um conjunto carregado de imagens bem-humoradas, bizarramente arranjadas que jogavam e manipulavam com elementos do cotidiano, transpirando um talento inimitável.

Obras de Destaque

O Assassino Ameaçado (1927). Obra presente no Museu de Arte Moderna de New York.
O Espelho Falso (1928). Obra concebida em Paris e presente no Museu de Arte Moderna de New York.
Os Amantes (1928). Magritte criou uma espécie de evolução para esta obra que ainda foi de inspiração para diversos artistas gráficos posteriormente.
A Traição das Imagens (1929). Obra famosa pela inscrição nela contida que pode ser traduzida como “isto não é um cachimbo”.
O Retrato (1935). Uma pintura carregada de todo o espirito artístico de
Magritte.
Sala de Audição (1952). Assim como diversas outras obras, Magritte pintou uma versão diferente de The Listening Room, posteriormente.
Golconda (1953).
O Império das Luzes (1950 – 1954). Série de três pinturas.
O Filho do Homem (1964). Este é o auto-retrato de Magritte. Uma das imagens
mais emblemáticas e reproduzidas da obra do artista.
No Limiar da Liberdade (1937). Obra que pode ser enxergada como um resumo da
carreira de Magritte antes de 1929.
Magia Negra (1933).
O Terapeuta (1941)
As Ligações Perigosas (1926)
Invenção Coletiva (1934)
A Condição Humana (1935)
Memória (1945)
Não Deve Ser Reproduzido (1937)
O Mágico – Auto-Retrato com Quatro Braços (1952)
Retrato de Edward James (1937)

Uma Palavra Final

Magritte era um artista único que tentava reproduzir a emoção que um simples objeto causava na sua percepção, trazendo do plano metafísico o mistério surreal sem o qual o mundo não teria uma realidade tão bela.

Somos seres humanos que amamos e tememos o desconhecido, nos fascinando por belezas estranhas à nossa realidade e que cujo significado não nos é revelado. René Magritte era um arauto da percepção além da compreensão humana  concernente aos espaços simples do cotidiano, fazendo da arte sua vida. Um gênio sem par.

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