VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Anathema, Alternative 4

Dia Indicado para ouvir: Terça-Feira.
 
Hora do dia indicada para ouvir: Seis da Tarde.
 
Definição em um poucas palavras: Adulto, Alternativo, Baladas, Classudo, Etéreo, Guitarra, Gótico, Melancólico, Psicodélico, Sentimental, Triste, Urbano

Estilo do Artista: Doom/Gothic Metal.
 
Comentário Geral: Uma coleção de canções para sonhos frágeis, corações vazios e espiritos a ponto de perder o controle, Alternative 4, traz a evolução natural da sonoridade da banda Anathema, que já estava anos-luz a frente do death/doom metal arrastado dos primórdios. Mesmo naqueles dias iniciais era possível encontrar elementos musicais dos mais diversos e a exemplo de muitas bandas que investiam em uma sonoridade mais pesada, o Anathema, com o passar do tempo, também investiu em um estilo gótico. Entretanto, o Anathema sempre mostrou atmosferas diferentes das bandas correlatas e a evolução dos músicos culminou em um banho de muita classe, psicodelia, e por que não, tons progressivos às suas músicas. Aos ouvidos mais acostumados às harmonias mais pesadas, em certos momentos a expectativa de um vocal mais agressivo, dos primórdios, se faça presente. Mas aqui não é o caso, todos os vocais são límpidos e emocionados com leves incursões mais desesperadas. O trabalho vocal foi, sem dúvidas, o divisor de águas na sonoridade da banda. A saída do vocalista Darren White foi a ocasião perfeita para que Vincent Cavanagh assumisse os vocais e contribuísse com atmosferas gótico-angelicais e iniciasse uma nova fase para banda. A partir de então, a temática dos versos exibiu variações dentro dos temas depressão, angústia e sofrimento, emoldurados por harmonias melancolicamente belas, vozes densas e etéreas e pinceladas progressivas completaram o quadro. Sem dúvidas, ao aportar em seu quarto álbum, este Alternative 4, a banda continuava tão inovadora e relevante quanto em sua estréia, desfilando versatilidade por toda a sua discografia. As composições aqui apresentadas mostram maturidade se comparadas ao início da carreira, com doses certas de polidez e inserções de temas sombrios, experimentalismo e forte influência do grupo progressivo Pink Floyd, ou seja, sensibilidade aliada com depressão. Após a introdução com Shroud of False, que traz respingos da sonoridade de outrora, a canção Fragile Dreams abre o álbum combinando grande parte dos elementos anteriormente citados e termina com o glorioso posto de uma das melhores canções da história da banda, assim como Empty e suas vocalizações angustiantemente furiosas e a melancolia amarga e dilacerante de Lost Control. Sem dúvidas as três gemas mais valiosas do tracklist. A influência de Pink Floyd é nítida aos ouvidos mais atentos, mas na canção Destiny, que fecha o álbum, isto fica mais evidente do que nunca. Feel é outra canção que merece ser citada por seus arranjos de teclados, cordas e guitarras pesadas, com alguma sobra do espírito antigo, porém evoluído, assim como em Re-Connect, que salvo pelos vocais, podia ter sido incorporada em algum dos dois primeiros lançamentos. A épica Regret é uma das mais marcantes faixas do álbum, não somente por sua extensão, mas por seus versos, interpretação, arranjos, múltiplas variações sonoras e nuaces confortavelmente tristes que estampam sem pestanejar o nível de brilhantismo que a banda adquiriu nesta nova fase. Infelizmente, apesar de ótimos trabalhos futuros (como o fenomenal A Fine Day To Exit) o quinteto (e atualmente sexteto) de Liverpool nunca mais conseguiu atingir tal brilhantismo e equilíbrio entre os elementos aqui utilizados de modo tão homogêneo. Um disco que não pode ser simplesmente ouvido, mas também deve ser sentido.   

Ano: 1998
 
Top 3:  Fragile DreamsEmpty e Lost Control.
 
Formação:  Vincent Cavanagh (vocais, guitarras), Shaun Steels (bateria), Duncan Patterson (baixo, piano e teclados), Danny Cavanagh (guitarras, piano e teclados).

Disco Pai: Pink Floyd: The Final Cut (1983).
 
Disco Irmão: The Gathering: How To Measure A Planet (1999).


Disco Filho: Antimatter
: Leaving Eden (2007).

Curiosidades: O nome do álbum foi inspirado na obra literária Alternative 3, do autor Leslie Watkins, baseado em um roteiro para um programa de TV batizado com o mesmo nome. Tanto o livro quanto o programa discorriam sobre teorias conspiratórias. Na época da composição do álbum, o livro era lido por Duncan Patterson, um dos principais compositores e baixista da banda e que deixaria o posto após este álbum.

Pra quem gosta de: sol com chuva, vinho branco, anjos e manhãs outonais .

 

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