VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Type O Negative, Life Is Killing Me



Dia Indicado para ouvir: Sexta-Feira.

 
Hora do dia indicada para ouvir: Meia-Noite.
 
Definição em um poucas palavras: Alternativo, Gótico, Guitarra, Melancólico, Pesado, Sombrio, Triste, Urbano.

Estilo do Artista: Gothic Metal.
 
Comentário Geral:  “Se Deus, de repente, estivesse condenado a viver a vida a qual infligiu ao homem, ele iria se matar”. A frase forte, creditada a Alexandre Dumas, esta destacadamente impressa na contra-capa do quinto álbum do Type O Negative, um dos pilares da música gótica moderna. Para os já iniciados aos hinos depressivos de Peter Steele e cia, tal citação se encaixa perfeitamente no perfil melancólico/depressivo da banda. Os ingredientes de sua música se fazem presentes em sonoridades melancólicas, densas e depressivas, soando quase como uma fusão de Black Sabbath com Sisters Of Mercy e a receita final, após ser lapidada, rendeu à banda o sucesso Black No. 1, no início dos anos 90. Peter Steele, o “marombado” líder do Type O Negative, sempre foi tachado como louco homossexual enrustido, trazendo para sua musica todos os seus desencontros e descontentamentos com a vida, o que torna a assimilação das suas letras de relativa dificuldade. Em Life Is Killing Me, quinto álbum da banda, a faixa I Like Goils representa de modo infalível esta condição. Os versos politicamente incorretos, emoldurados por uma agressividade gótica (nos lembrando dos primeiros lançamentos), são propositadamente provocativos e carregados de humor negro, elementos também apresentados em Angry Inch (composição de Stephen Task, presente no filme Hedwig and The Angry Inch, que relata uma troca de sexo malsucedida). Musicalmente, I Like Goils se aproxima da sonoridade apresentada no primeiros anos da banda, assim como I Don’t Wanna Be Me.  Estas três composições trazem os poucos traços de velocidade neste álbum, que é um clássico do doom/gothic metal no novo milênio. A palpável e constante depressão gratuita do álbum anterior (World Comming Down, que traz a pior canção da banda, a saber Everything Dies) foi substituída pela retomada dos seus elementos tradicionais, combinados com a sensibilidade melancólica que assombra o espírito compositor de Peter Steele. Canções até certo ponto frágeis, como Nettie e (We Were) Electrocute, são ótimos exemplos deste amálgama, do mesmo modo que a bela composição  …A Dish Best Served Coldly e a faixa título nos remetem aos clássicos  álbuns October Rust e Bloody Kisses. Aliás, as atmosferas destes dois marcos da era dourada da banda estão permeando todas as harmonias presentes em Life Is Killing Me, em conluio com belos arranjos. O salto de qualidade musical do álbum anterior fica evidente nas letras, agora menos baseadas na dor da perda causada pela morte, e construídas sobre o tripé traição (…A Dish Best Served Coldly), vingança e conflitos pessoais. Neste contexto, faixas como Less Than Zero, Todd’s Ship Gods (Above All Things), Anesthesia e IYDKMIGTHTKY (Gimme That) – esta última com um arranjo sensacionalmente singelo circunscrevendo a forte mensagem dos versos – são composições preciosas que transitam na linha tênue entre a densa sensibilidade melancólica e fúria contida da agonia. Álbuns como October Rust e Bloody Kisses são clássicos, mas Life Is Killing Me, apesar de ser um álbum tardio na discografia da banda e pouco lembrado, é a alquimia destes dois álbuns tendo como ingrediente máximo a maturidade musical.           

Ano: 2003.
 
Top 3: Nettie, (We Were) Electrocute  Don’t Wanna Be Me.
 
Formação:  Kenny Hickey (guitarra e vocais),  Josh Silver (teclados e vocais), Peter Steele (vocais, guitarra, teclados e baixo) e John Kelly (bateria e vocais).

Disco Pai: Sisters Of MercyFloodland (1987)
 
Disco Irmão: SentencedThe Cold White Light (2002).


Disco Filho: A Pale Horse Named Death
Lay My Soul To Waste (2013)  

Curiosidades:  Dizem que nunca foi vista se quer uma foto do vocalista Pete Steele dando uma risada ou ate mesmo um pequeno sorriso amarelo para seus fãs. No ano de 2010, a morte de Peter Steele só foi noticiada quando membros da banda vieram a público confirmar o fato. Tal comportamento era decorrente do boato surgido em 2005, após a banda publicar a foto de uma lápide, supostamente de Peter, em seu site oficial. 

Pra quem gosta de: Bram Stocker, necrotérios, arquitetura gótica, rosas de Halfeti e vinho tinto. 

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