ST. MATHEW’S PASSION: onde a música atingiu a perfeição…

Se realmente a música é um presente dos céus para nós, seres humanos, então Johann Sebastian Bach foi o compositor que mais perto chegou da música que deve ser tocada nas esferas mais próximas do paraíso. A importancia deste compositor é ressaltada e entoada por compositores não menos importantes da música erudita. O francês Claude Debussy, compositor de Prelúdio Para entardecer de um Fauno, considerava Bach o “Deus da Música”. O não menos genial Beethoven chegou a fazer um trocadilho com o nome do compositor: “Nicht Bach – Meer Soltte er heissen” ( em tradução livre: Não riacho (bach), mar (Meer) deveria ser seu nome).
Retrato de Bach pertencente ao Museu de Leipzig

Bach ficou órfão aos 10 anos, se casou duas vezes, teve vinte filhos, alguns deles compositores e foi o maior representante da música barroca religiosa com seu virtuosismo no órgão e no violino. Compôs de quatro a cinco Paixões,mas somente A Paixão Segundo São João e a Paixão Segundo São Mateus sobreviveram intactas ao tempo. Esta segunda, alvo do post de hoje,é com certeza a composição que mais se aproxima da perfeição. Sem par, não somente na música erudita, em questão de originalidade, beleza e genialidade, Bach já na casa dos quarenta anos, mostra que está a frente de grandes compositores como Mozart, Beethoven, Wagner, etc. com uma obra épica.

Notas do Programa de uma das inúmeras interpretaçõesda obra

A obra retrata a paixão de Cristo segundo Mateus com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici).  A obra possui duração de duas horas e meia e algumas interpretações podem chegar a três horas. A Paixão segundo São Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros(5), corais, recitativos, ariosos e árias.

 
Uma das partituras da obra.

Escrita em 1727 e apresentada pela primeira vez na Sexta-Feira Santa de 1727 sob a direção de seu compositor, na Igreja de São Tomé em Leipzig, a  história claramente nos mostra que a obra de Bach estava muito a frente do que as autoridades eclesiásticas eram capazes de compreender. O texto da obra mesclava palavras bíblicas, poesias contemplativas e corais protestantes entoados na Quaresma. Bach trabalhou de acordo com os preceitos religiosos estabelecidos para uma Paixão, mas a obra ficou esquecida após a morte do compositor em 1750  e só renasceu pelas mãos do não menos genial compositor Felix Mendelssohn que a rearranjou cortando-a pela metade e apresentando a obra em Berlim na Sexta-Feira Santa de 1829. 

Felix Mendelssohn

Não existe uma forma de descrever a grandiosidade desta obra ímpar da música ocidental. A melhor forma de compreender a preciosidade desta é ouvindo a maravilha que Bach conseguiu criar. Abaixo, um link para o áudio da magnífica obra deste inigualável compositor  .

Capa de uma das edições em cd desta obra. Clique aqui para ouvir.
Abaixo um vídeo com a abertura de uma das maiores composições já feitas, e quiçá das não compostas ainda, pela espécie humana. 
 


“A Paixão Segundo São Mateus é compaixão, caminho compartilhado e apoio nas horas difíceis.” Franz Rueb.

Anúncios

E aí? Curtiu? Conte-nos o que achou desta postagem, mas seja educado, por favor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s