VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Nickelback, Silver Side Up



Dia Indicado para ouvir: Quarta-Feira.

 
Hora do dia indicada para ouvir: Meio Dia.
 
Definição em um poucas palavras:  Alternativo, Grudento, Guitarra, Pesado, Urbano.

Estilo do Artista: Rock Alternativo.
 
Comentário Geral: Após o suicídio de Kurt Cobain em meados dos anos 90, o rock alternativo se via órfão de seu maior líder, personificado pelo grupo Nirvana. Mesmo não compactuado com os superlativos comumente associados ao trio de Seattle, assumo ser fato irrefutável que a banda trazia a reboque de seu sucesso toda uma cena musical e que a partir daquela tragédia auto infligida pelo príncipe boquirroto do grunge, tudo estaria mudado. A heterogeneidade da cena alternativa em termos de sonoridade, fez brotar sub-estilos musicais híbridos nas safras seguintes, sendo o Nickelback um destes herdeiros, dentro do que ficou conhecido como post-grunge. Oriunda da cena musical do interior canadense, o Nickelback demorou um bom tempo para lapidar sua sonoridade até atingir o que ouvimos no clássico How You Remind Me, uma canção que parece resumir toda a fórmula de composição do post-grunge no novo milênio e tomou de assalto as ondas de rádio pelo mundo. A sonoridade forte, estruturada em linhas de baixo pulsantes, bateria concisa e riffs dilacerantes, que formatou as composições de Silver Side Up, era um futuro musical distante quando lançaram o fraco e heterogêneo Curb, nos idos de 1996. Naqueles tempos, o quarteto canadense praticava uma miscelânea de elementos naturais ao post-grunge, mas sem a identidade que viria a ser consolidada no álbum Silver Side Up, em canções como Too Bad, Never Again, Woke Up This Morning ou Good Time Is Gone. Entretanto, a tal identidade musical já era levemente percebida no álbum de 1999, The State. Esta trinca de álbuns (Curb, The State e Silver Side Up) mostra a evolução linear da banda, evidenciando um maior degrau de maturidade galgado entre os segundo e terceiro álbuns. Não que os canadenses do Nickelback tivessem inventado algo novo, mas conseguiu elevar o sabor de sua receita, utilizando os mesmo ingredientes anteriores e comuns a bandas como Creed, Bush e 3 Doors Down. Simultaneamente à massa sonora que se tornou um pouco mais limpa, adornaram sua sonoridade alternativa com harmônias de guitarra que nos remetem ao rock clássico, mesmo que disfarçadamente dentre a “gordura” comum ao estilo alternativo. Este classicismo roqueiro pode ser notado nos riffs de Woke Up This Morning, Hollywood e Never Again, ou no tempero southern, à lá Lynyrd Skynyrd, da belíssima Good Times Gone (quiçá a melhor faixa do álbum). Ainda adicionaram pitadas de blues, pinceladas de country e imprimiram no centro das canções um coração musical interiorano. Todavia, não se engane, Just For está aqui para nos lembrar qual é a linhagem musical do Nickelback, mesmo com todo o esforço notório em lapidar melhor as linhas vocais de Chad Kroeger. Todo este escopo musical caiu com muito impacto na juventude americana que acabava de experimentar sua primeiras notas do amargo sabor do terrorismo. Lançado em 11 de setembro de 2001, Silver Side Up forneceu um grito furioso embalado em um pacote tipicamente norte-americano aos jovens que viam um ferida pulsante e aberta em sua nação e ainda tinham que enfrentar os mesmos problemas sociais cotidianos. As letras com mensagens de impacto e fortificadas com uma parede sonora que alternava fúria e angústia foram ecoaram das ondas do rádio para o coração de uma base de fãs que só fez crescer junto com a banda. Os dois álbuns seguintes (The Long Road e All The Right Reasons) são relevantes e mostram o Nickelback com domínio total de sua fórmula musical, mas a partir daí, as escorregadas se tornaram corriqueiras, com momentos de brilhantismo como pontos fora da curva. Seja pela sinceridade rústica de uma banda que estava descobrindo sua maturidade musical. Ou pelas canções excelentes. E até mesmo pelo simples prazer que só um bom álbum de rock pode proporcionar, você devia ouvir isto! 

Ano: 2001
 
Top 3:  Too Bad, How You Remind Me e Good Times Gone.
 
Formação:  Mike Kroeger (baixo), Ryan “Vik” Vikedal (bateria), Chad Kroeger (vocal e guitarra), Ryan Peake (guitarra e vocal).

Disco Pai: Alice In Chains: Alice In Chains (1995)
 
Disco Irmão: Staind: Break The Silence  (2001).


Disco Filho: Three Days Grace
:  Three Days Grace (2004)

Curiosidades: O nome da banda pode ter nascido de uma brincadeira com o baixista Mike Kroeger, que trabalhava na rede Starbucks e repetia constantemente a frase “here’s your nickel back”.

Pra quem gosta de: pagar de roqueiro, fazer air guitar, cantar alto e fast food.

 

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