FILME: Os Garotos Perdidos (Lost Boys)

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“Dormir o dia todo, festejar a noite inteira, nunca envelhecer, nunca morrer.  É divertido ser vampiro”

A mitologia da cultura pop nos fornece uma trindade monstruosa na gênese cinematográfica do terror, da qual o vampiro é uma terça parte que alimentou nosso fascínio pelo macabro durante o passar dos anos em que esteve imerso neste gênero.

A evolução do mito vampírico no cinema seguiu por três eras distintas. A primeira fase pode ser identificada com o esteriótipo do “Conde Vampiro”, ou seja, um sangue-suga formalmente trajado que é a personificação de toda a maldade, o típico vilão.

 Num segundo momento, já na década de 1970, os vampiros ganharam traços mais humanizados, estereotipados como nobres que vivem isolados e que detém sentimentos distintos para com suas vítimas femininas.

Na década seguinte, os vampiros ganhariam novos traços e teríamos o início da terceira era dos vampiros na sétima arte, onde as variações do mito ganhariam uma maior elasticidade em suas bases, envolvendo  temas políticos, psicológicos, cômicos e adolescentes.

Esta terceira era segue até os filmes modernos, incluindo exemplos diversos como Entrevista Com O VampiroBuffy, Blade, A Hora do Espanto, Anjos da Noite (uma das mais interessantes franquias modernas), 30 Dias de Noite e o tema de nossa postagem, Os Garotos Perdidos.

Confira nosso texto especial sobre a evolução da literatura vampírica, aqui

Estes representantes da nova geração dos vampiros nas telonas fugiam da figura aristocrática do “conde”, contextualizavam os vampiros em nosso cotidiano e a ameaça inerente a estas figuras cresce no roteiro à medida que crescem em número.

Garotos Perdidos também caminha neste traçado, assim como evidencia outra característica desta geração: a junção dos vampiros com gêneros em voga e de sucesso em suas épocas. No caso de Garotos Perdidos, esta combinação se deu com o ambiente que cerca uma gangue adolescente e pitadas de comédia.

Além disso, as amarras com as clássicas HQ’s de terror (Creepy e Cripta são exemplos) e a nova tendência de trazer o vampiro para o papel de herói (tendência que seria reforçada de modo latente nas futuras produções) são outros ingredientes que dão um delicioso sabor ao produto final.

Outro elemento desta película que salta aos olhos como adorno essencial à gangue adolescente é a lição ensinada por Peter Pan, registrada na frase que abre esta postagem e que aparece como lema do grupo de vampiros adolescentes, rebeldes e perigosos em suas motocicletas.

A direção de Joel Schumacher (O Fantasma da Ópera e Número 23) evidencia de modo fluido todas estas nunces da gangue liderada pelo vampiro David (Kiefer Sutherland) que será confrontada por Michael (Jason Patric), um novato na cidade, em decorrência de um sentimento que aflora pela bela Star (Jami Gertz), também interesse de David.

Ou seja, uma história adolescente ambientada num contexto vampírico de uma pequena cidade americana. Simultaneamente, os mitos mais lúdicos que envolvem os vampiros são explorados em outro núcleo constituído pelo irmão mais novo de Michael, Sam (Corey Haim), e seus novos amigos “caçadores de vampiros” liderados por Edgar Frogg (Corey Feldman).

Este núcleo é responsável pelas nuances do terror cômico da película e são bem sucedidos nesta empreitada. Nas próximas linhas do texto, quero mostrar como um filme de enredo tão simples e longe da genialidade dos grandes clássicos do cinema, marcou toda uma geração.

 

Uma Sinopse Vinda de Outro Lugar

Lucy (Dianne Wiest) vai morar com Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), seus filhos, em Santa Clara, uma cidade que tem muitos jovens desaparecidos. Logo os dois irmãos descobrem que uma gangue de motoqueiros está mais morta do que viva, pois estão se transformando em vampiros. Sam tem que trabalhar rápido, pois Michael está se apaixonando por Star (Jami Gertz), uma destas criaturas, e está gradualmente se tornando um deles. (Fonte: http://www.adorocinema.com)
Trailer do filme.

 

Um Breve Comentário

Algo que deve ser ignorado quanto a esta película é o seu caráter de pastiche do gênero terror, combinando a clássica narrativa vampírica com nuances de história adolescente e toques de comédia.

Essa mistura é feita de modo preciso, sem que o filme possa ser rotulado dentro destes estilos alheios ao que é naturalmente atribuído a enredos que versem sobre vampiros.

Um elemento interessante para o sucesso da obra e que influenciaria muito as narrativas modernas centradas no tema é o herói vampiro que luta contra seus pares motivado por suas fortes convicções que impedem a corrupção de sua alma.

Michael luta bravamente contra a condição  vampírica a ele imposta e a resistência à sede de sangue, bem como o ressarcimento de sua mortalidade, se tornam as forças motrizes do filme, que segue a nova tendência de encarar o vampirismo como uma maldição infligida ao vampiro, que de vilão, passou a vítima.

Outro traço um poco mais sutil, mas que evidencia esta nova escola do cinema vampírico é o valor aos embates psicológicos em detrimento do super-poderio que estes seres noturnos detinham.

Em Garotos Perdidos, estes super poderes vampíricos se fazem presentes, mas até os momentos finais, a grande maioria e explorada de modo subjetivo. Sutilmente, podemos notar controle mental pelo olhar (como quando Michael come comida oriental e enxerga vermes, claramente influenciado por um poder de David), mas está é, talvez, a mais explícita das demonstrações até o embate final.

Alguns críticos alegam que este filme trouxe um caráter mais inocente ao vampirismo, como se ele fosse um desvio adolescente, como a ato de experimentar uma droga por curiosidade e se tornar um vampiro fosse apenas mais um desvio adolescente que pudesse ser revertido com um pouco de abstinência e apoio de um grupo de amigos.

Entretanto, seus fornecedores ameaçadores estariam sempre às voltas para lhe lembrar do seu vício. Podemos ainda imaginar a gangue liderada por David como uma espécie de sindicato inspirado por Peter Pan saído das catacumbas e das sombras.

Outra nuance faz deste filme um acepipe dos melhores aos olhos dos jovens oitentistas. Os vampiros de Garotos Perdidos nos remetem diretamente a rock stars com cabelos longos, brincos, jaquetas de couro (estas um símbolo da gangue dos vampiros que nos faz identificar a entrada de Micheal para o grupo), cigarros presos na orelha e pilotando sua motocicletas de modo inconsequente.

Na verdade, os vampiros de Garotos Perdidos nos remetem a uma gangue de rock stars, pois está claro na postura de David que ele é o líder dos vampiros e no contexto do triângulo amoroso, o antagonista do herói Michael.

Entretanto, muitas destas “inovações” convivem harmoniosamente com os toques clássicos das histórias sobre vampiros personificadas no vampiro Max, além do modo como Michael se torna um vampiro ser diferente da usual mordida, que no contexto geral da obra é mais identificada como uma parte da iniciação do novo vampiro do que um modo de matar sua sede de sangue.

É interessante chamar a atenção para o fato da cruz não ser efetivamente uma arma contra os vampiros, como foi registrado nos anais da cultura pop.

Stephen King já havia se utilizado deste artifício em seu clássico A Hora do Vampiro, sendo que em Garotos Perdidos seu efeito é atribuído à água benta pelos especialistas caçadores de vampiros juvenis.

Esta troca permite que situações cômicas como no fato da água benta ser munição anti-vampírica em uma arma de brinquedo que atira água. Mas a boa e velha estaca de madeira atravessada no coração do vampiro ainda é a arma mais eficaz contra eles, além de preservar a tradição lendária de ser sempre necessário um convite para que um vampiro entre na sua casa.

Apesar de uma obra fantástica em sua melhor forma, ainda somos apresentados a elementos que podem ser interpretados como críticas à sociedade americana da época.

Simon Bacon, em um dos melhores estudos sobre  esta película viria a nos dizer que assim como a maioria dos filmes da era Reagan, havia uma mensagem velada às novas gerações para o resgate ao valores da família americana, encorajando as juventude emergente a assegurar as bandeiras conservadoras .

Em certos momentos da obra, fica evidente que a “culpa” da desestabilização da família de Michael e Sam é atirada sobre a geração hippie, da qual a mãe dos garotos, Lucy, se orgulha de pertencer.

A mensagem aos adolescentes desta geração é que eles devem ter a capacidade de resolver os próprios problemas e, ao contrário do natural, eles devem enxergar e salvar seus responsáveis do perigo iminente, invertendo a hierarquia familiar para que esta geração forte implemente novamente os valores da família americana que se perdeu.

O poster de Jim Morisson em evidência no covil da gangue vampírica é uma alegoria ao mal que deve ser combatido pela nova juventude americana. Ao associar Jim como um modelo para a liberdade desejada pelos adolescentes vampiros, o recado esta bem explícito.

Os ensinamentos de Morrison ecoam por diversos momentos da obra, seja na rebeldia (afinal eles desafiam até as ordens do vampiro rei Max que se encontra à paisana em certo momento), contestação da juventude, culto à noite, alienação e uso de drogas.

Uma ligação “sombria” para a ensolarada Califórnia que viu Jim e sua banda emergir em meados dos anos 1960, para desestabilizar o ideário pacifista e morno de sua época. Desta forma, nada melhor que este líder para servir de modelo aos modernos desajustados da Califórnia, mas agora com uma dose de fantasia e terror.

A capacidade de transitar pelo terror clássico e a paródia com tempero adolescente também merece menção honrosa, sendo este fato um dos que garantem o status que a película tem para algumas gerações.

A verdade é que Garotos Perdidos, mesmo temperado com doses de humor, é mais próximo do terror do que seus contemporâneos que apostavam na mesma receita como The Rocky Horror Picture Show, Young Frankenstein, ou A Hora do Espanto.

Muito deste tempero cômico vem de um dos mais interessantes personagens, o vovô. Num primeiro momento ele parece incomodado com a fato do retorno de sua filha e seus netos para morarem em sua casa, mas no decorrer da película fica claro que ele sabia de tudo o que ocorria nas sombras de sua cidade.

Em suma, ele não é o que parece e seguramente era o único adulto que tinha consciência do que realmente se passava com os adolescentes, em especial com seus netos, além da sua filha, Lucy. Sua frase final “a única coisa par a qual nunca tive estômago em Santa Clara: estes malditos vampiros” é antológica e fecha magistralmente a obra nos surpreendendo com uma lucidez inesperada.

A partir deste momento, o velho ranzinza e mesquinho se torna a voz da sabedoria e da razão aos olhos do espectador. Outra possível contradição para com os vampiros é que o filme se desenvolve na ensolarada Califórnia, com pessoas alegres, juventude efervescente, muitos video-games, parque de diversão e cartazes em busca de informações sobre crianças perdidas, em uma cidadezinha denominada Santa Clara.

Já nas primeiras cenas a impressão nítida é de que nos bastidores desta cidadela comum existe algum segredo oculto que ecoa por suas noites quentes (segredo, este, conhecido pelo avô).

Quem nos corrobora esta impressão é a placa de boas-vindas exibida na estrada da cidade e sua mensagem adicionada posteriormente à sua instalação que diz “capital mundial de assassinatos”.

Nos bastidores o clima foi intenso. As trocas de diretores foram problema até Joel Schumacher assumir o posto em definitivo, mas, antes dele, foram cogitados Richard Donner (que preferiu se enveredar na direção de Máquina Mortífera, sendo creditado como produtor executivo) e Mary Lambert (que abandonou o projeto por divergências quanto a essência da obra), nome que chegou a ser efetivado no cargo de direção.

O atores previamente cogitados para interpretar o avô de Michael e Sam não puderam participar das gravações, um por ter vindo a falecer e outro por sérios problemas de saúde.

David pode ser visto durante todo o filme trajando luvas pretas. Este fato não estava previsto e o personagem se valeria das luvas apenas nas cenas em que estivesse pilotando suas motocicletas, entretanto uma acidente durante as filmagens fez com que se tornassem uma composição permanente do figurino do personagem.

Indicado a seis prêmios da Acadêmia Americana de Ficção Científica, Fantasia e Horror, saiu vencedora apenas da categoria de Melhor Filme de Horror.

Inspirações da Obra

Inegavelmente, a primeira influência que nos fica evidente é ao clássico literário Peter Pan.

Publicado em 1911, o livro trazia o personagem criado por J. M. Barrie,  sendo referenciado como um garoto que nunca crescia, residia na Terra do Nunca e junto com a fada Sininho levou seus amigos voando para conhecer seu lar, a morada dos meninos perdidos.

Após o desenrolar da trama, Wendy, umas das personagens que visitaram a Terra do Nunca, pede para que Peter Pan não volte para junto dos meninos perdidos e que fique com eles. Justificando que na Terra do Nunca ele nunca cresceria e poderia brincar com todas as crianças sempre, Pan declina da oferta.

A ideia para o roteiro de Garotos Perdidos (deixando ainda mais clara a referência no título do filme) vem quando James Jeremias pensa que Peter Pan nunca envelhece, pode voar, faz visitas noturnas, assim como um vampiro.

David e seus vampiros são como os “garotos perdidos” de Peter Pan, sendo Max o vampiro pai (identificado com Pan) que busca uma mãe para cuidar de seus garotos. Outra inspiração evidente são as históricas publicações de terror em quadrinhos que possuem papel didático aos heróis do filme.

Gibis como A Tumba do Drácula, ou revistas especializadas em contos de terror como Creepy ou Cripta, nos oferecem elementos “românticos” que estão presentes em Garotos Perdidos.

 

Trilha Sonora

A rebeldia do rock n’ roll permeia mesmo que indiretamente toda a obra e na trilha sonora não seria diferente. Assim como diversas das trilhas da época, esta também marcou uma geração e investia em nomes importantes do cenário musical.

A coletânea feita para o filme é, até os dias de hoje, lembrada com carinho e o diretor Joel Schumacher angariou diversas faixas para compor a trilha sonora baseado na promessa de que iria dirigir os videoclipes das canções principais, visto que o orçamento para investir na película era baixo.

Em sua maioria, as faixas eram covers, mas isso não tira o brilho de compilação, visto que interpretações como as de Roger Daltrey (vocalista do The Who) para Don’t Let The Sun Go Down On Me, de Elton John, ou I Still Believe a cargo de Tim Capello, são irrepreensíveis, assim como a parceria do INXS com o australiano Jimmy Barnes no cover de Good Times, dos Easybeats (banda australiana que contava com irmãos de Angus e Malcolm, do AC/DC).

Todavia, dentre estes covers, o mais representativo é para a clássica People Are Strange, que abre o filme, na versão do Echo & The Bunnymen, em mais uma clara referência ao legado de Morisson e seu The Doors.

Ouça de People Are Strange, com Echo & The Bunnymen.

Outro grande nome da década de 1980 a contribuir para com a trilha sonora foi Lou Gramm, vocalista do Foreigner, que ao lado de Thomas Newman, ofereceram o tema Lost In The Shadows (Lost Boys), com o acordo de que Schumacher iria dirigir o próximo videoclipe do Foreigner, mesma promessa feita ao INXS e cumprida para a faixa Devil Inside, mas nunca para o Foreigner.

Ao lado da versão do Echo & The Bunnymen, a faixa Cry Little Sister foi uma das que mais marcaram os admiradores desta obra. Emoldurada em uma roupagem natural ao rock gótico que ainda ganhava o público no anos finais da década de 1980, a canção ganhou muito com a interpretação de Gerard MacMann, se tornando um hino do gênero e uma marco musical do final daquela década.

Existem ainda algumas canções colhidas para a trilha sonora, mas que não foram utilizadas e não figuraram na lista do álbum. Dentre elas estavam Walk This Way da parceria Aerosmith/Run DMC, Ain’t Got No Home do bluesman  Clarence “Frogman” Henry e Groovin’, clássico atemporal do The Rascals.

 Videoclipe de Cry Little Sister (Lost Boys), de Gerard McMann

 

Curiosidades

Uma visão geral, após anos de seu lançamento, notamos que a alquimia entre vampiros, cenários noturnos comuns à juventude e muito rock n’ roll foi muito bem ajambrada e os responsáveis pela película foram extremamente felizes nas alterações do roteiro original.

O projeto inicial de Garotos Perdidos veio na esteira do sucesso do clássico Os Goonies, prevendo personagens com faixa etária por volta dos 15 anos. A dupla local de “caçadores de vampiros” (Edgar e Alan Frogg, cujos nomes foram buscados em Edgar Alan Poe) seriam bem mais novos e a personagem Star seria uma menino.

Todas as mudanças vieram das mãos de Joel Schumacher, que adorou o título, mas achou que faltava algo ao roteiro original. Introduziu os personagens aos diferentes estágios da adolescência e mudou o sexo da personagem Star para uma apaixonante senhorita vampiro, temperando sua nova visão da história com um pouco de hormônio adolescente.

Talvez, por estas características, muitos tenham associado Garotos Perdidos ao cinema adolescente, mas não somente por isso. Analisando mais friamente, poucos são os momentos em que o núcleo mais velho do elenco é apresentado e a impressão de que a obra vende o vampirismo como a nova onda dos jovens descolados atrela ainda mais a película ao mercado adolescente. Não que este fato seja depreciativo ao resultado final.

Anos mais tarde iríamos assistir a algumas sequências deste filme, como em 2008 e 2010, contando com os atores Corey Haim e Corey Feldman na sequência de 2008. Mas a história nos conta que em meados da década de 1990, Joel Schumacher planejava uma sequência intitulada The Lost Girls, que seria produzida por ele e dirigida por outra pessoa.

A base desta sequência estaria em Kiefer Sutherland e seu personagem David, que não explode após ser derrotado por Michael (esta versão da história pode ser vista no comic book “The Lost Boys: Reign of Frogs”).

O roteiro chegou a ser escrito, mas o projeto não vingou e a Warner lançou as duas sequências sem a benção de Schumacher, que se enfureceu dizendo que não existiriam mais garotos perdidos, visto que todos os vampiros morreram e os “Coreys” estão muito velhos.

A ideia do diretor era colocar lindas garotas vampiras em motocicletas, mas alegou não ter sido ouvido. Na vida real, o ator que vivia David, Kiefer Sutherland, viria a perder sua noiva, à época Julia Roberts, que fugira para a Europa com o ator Jason Patric, que interpreta Michael. É a vida imitando a arte, já que Michael “rouba” Star de David na película.

 

Conclusão

Por fim, Garotos Perdidos é uma obra que nos fornece inúmeros momentos para amá-lo, mas também dá margem para em alguns momentos odiá-lo. O mais importante é que não existe uma forma de passar inerte por sua exibição.

Às novas gerações, insisto que absorvam a obra como um fruto de sua época, assim como nos dias de hoje existem temas que estão na moda, nas telas do cinema, entre 1985 e 1989, tivemos seis obras que contextualizavam os vampiros no universo adolescente da época, onde os adultos estavam apenas perdidos em si mesmos e a classe adolescente tinha que evoluir pelas próprias pernas.

No que tange aos vampiros, Garotos Perdidos os fizeram soar ajustados à juventude moderna, como uma espécie de grupo de selecionados, o equivalente ao “grupo dos populares” nos filmes adolescentes que se passam nas high schools americanas. Com este artifício, atingiram um novo público alvo para os vampiros, dando a eles mais longevidade dentro da industria cinematográfica.

A mudança de ambiente para o mito do vampiro também foi bem aceita, agregando ainda mais importância a este filme, que pode não ser o pioneiro nesta ação, mas é o mais eficiente em colocar vampiros atacando em uma cidade costeira.

Referências

1) Tim Kane: The Changing Vampire of Film and Television: A Critical Study of the Growth of a Genre.
2) Tony Magistral: Abject Terrors: Surveying the Modern and Postmodern Horror Film.

Postagem Escrita ao Som de: 

1) Joe Bonamassa: Muddy Wolf At The Red Rock (2015)
2) Vários: Original Sountrack From Lost Boys (1987)
3) Sheryl Crow: Tuesday Night Music Club (1993)
4) INXS: The Greatest Hits (1994)

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