CLÁSSICO DO CINEMA: Cantando Na Chuva

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Um dos maiores clássicos do cinema! Mesmo quem não é tão ligado à sétima arte já ouviu falar deste filme e conhece a épica cena de Gene Kelly dançando e cantando na chuva.

A canção entoada pelo ator nesta cena se tornou uma das grandes composições do século passado, tomando posto no cancioneiro popular e uma das trilhas sonoras mais conhecidas do cinema.

Ainda creio ser esta, a cena mais parodiada e reproduzida da história da sétima arte. Ao contrário do que muitos pensam, esta película não venceu o Oscar do ano de 1953, não sendo nem indicado à categoria de Melhor Filme.

Suas indicações foram nas categorias Melhor Atriz Coadjuvante, para Jane Hagen, e Melhor Trilha Sonora, para Lennie Hayton. Filmado em em um poderoso Technicolor, a película tinha o objetivo – parcialmente inatingido – de repetir o sucesso do clássico Sinfonia de Paris, de 1951, que ganhou o Oscar de Melhor Filme.

A direção ficou a cargo do próprio Gene Kelly  ao lado de Stanley Donen e o roteiro engraçado e ligeiro é escrito a duas mãos por Adolph Green e Betty Comden.

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Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O’ Connor: Trio que enfrenta as mudanças na forma de se fazer cinema com muita criatividade, elegância e humor!

Lançado em 1952, o filme traz a história dos astros do cinema mudo Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen), cujos filmes são um verdadeiro sucesso de público e nas revistas da época, que apontam um relacionamento (inexistente) entre os dois. Este contexto tão natural ao meio cinematográfico é ambientado no período de transição do cinema mudo para o cinema falado, após o lançamento do filme O Cantor de Jazz (que de fato é o primeiro filme sonoro lançado em 1927).

A sorte do casal começa a mudar com este ponto de transição na sétima arte, obrigando-os a abandonar o roteiro original do filme de capa e espada que estavam realizando. A novidade do filme falado, que se torna moda em pouco tempo, chega e transforma completamente a situação de ambos ao decidirem fazer um filme falado.

Aí que começam os problemas, Don e Lina precisam se adaptar ao novo modelo e superar as dificuldades – principalmente a da voz de Lina – do novo método de fazer cinema. Entra em cena Kathy Selden (Debbie Reynolds), cantora contratada para dublar a mega estrela Lina, pois esta tem uma voz horrível e logo Lockwood e Kathy engajam em um romance.

Toda esta trama é abrilhantada ainda mais pelo amigo de Lockwood, Cosmo Brown (Donald O’Connor), em um filme que traz comédia incessante, romance e grandes números musicais.

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A dupla Kelly/o’Connor imprime comédia fluida e incessante que ajuda a oxigenar o filme.

A GRANDE CENA

Um astro do cinema mudo deixa sua namorada e aspirante a atriz em casa após uma noite feliz. A chuva começa a cair e ele apenas a cantar o standard Singin’ In The Rain e a dançar. Com a leveza de quem flutua no chão molhado, Gene Kelly chuta a enxurrada, gira agarrado a um poste enquanto canta, sorri ao cantar “… a smile on my face” e é adivertido por um policial. Ao final, já todo molhado, entrega seu guarda-chuva que já é desnecessário, a um transeunte que passa ao seu lado.

Esta cena mágica somente poderia estar no filme que é considerado quase unanimante como o melhor musical de todos os tempos e figura em décimo lugar na lista dos 100 melhores filmes do American Film Institute.

Curiosamente Gene Kelly estava ardendo em febre ao gravar esta cena e a chuva desta cena era formada por uma mistura de água e leite.

MAKE EM’ LAUGH

Uma das melhores coreografias do filme é desempenhada por Genen kelly e Donald O’ Connor na canção Make ‘Em Laugh. As coreografias ficaram à cargo de Kelly e esta cena é o auge de carreira de O’Connor. Confira a baixo o vídeo desta fantástica cena do filme.

O ASTRO TEMPERAMENTAL

Gene Kelly foi rotulado como tirânico por Donald O’ Connor (que interpreta de forma brilhante o amigo de Lockwood, Cosmo Brown). A atriz Debbie Reynolds, com apenas 19 anos, e em seu primeiro papel principal, foi quem mais sofreu com o astro, que a acusava de não saber dançar. Após uma das desavenças entre Reynolds e Kelly, a atriz foi encontrada chorando em um canto do estúdio por Fred Astaire, este a ajudou a ensaiar os seus números.

A TRILHA SONORA

Curiosamente a trilha sonora do filme não foi composta especificamente para a produção como é realizado costumeiramente. Muitas das canções que estão no filme foram recicladas dos arquivos musicais da MGM, mas hoje em dia elas estão diretamente ligadas ao filme.

Arthur Freed havia escrito a maioria das músicas com Nacio Herb Brown, em 1929, e as incluiu  ao filme Cantando na Chuva, cujo roteiro só foi escrito após a escolha das canções. Por ironia, a canção de Debbie Reynols foi dublada por Betty Royce, não creditada.

POR FIM

Cantando na Chuva não traz inovações cinematográficas, não é pioneiro ou a estréia de algum astro. É reverenciado hoje por ser o melhor em seu gênero e o supremo apogeu dos musicais da MGM, mesmo com a relativa indiferença de que foi alvo inicialmente, e passou quase despercebido pelo Oscar. Agora, é um dos maiores clássicos do cinema e merece ser visto por todas as idades.

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