PRINCE: 5 Discos Para Conhecer

Prince quebrou paradigmas! Foi um dos primeiros artistas negros a veicular periodicamente na MTv, desconstruiu a estrutura da música pop misturando rock, jazz, folk, progressivo, psicodelia e soul, além de construir uma identidade preciosa e brilhante. Sua extrema habilidade em criar dentro do improviso inspirou diretamente o Hip Hop (seja no uso explícito da sexualidade ou na controvérsia como meio de chamar a atenção), sua luta contra as grandes gravadoras foi quase pioneira dentro do mainstream e sua transgressão inspirou a campanha PARENTAL ADVISORY. Prince deu poucos passos em falso em sua carreira e se fixou na história da música pop como um amálgama de Sly Stone e Jimi Hendrix dotado de um espírito investigativo quase acadêmico, tendo emaranhado sua trajetória à evolução da música pop de modo indissociável.  Hoje, vamos indicar 5 álbuns para começar a conhecer o riquíssimo universo musical de Prince. 

 

1) DIRT MIND (1980)essence-prince-albums-39_520x520

A capa provocativa já refletia a abordagem transgressora da obra de Prince, neste que seria seu primeiro grande clássico. Explorando o típico R&B oitentista, suas canções desfilam teclados e sintetizadores sobre as linhas sinuosas de um funk provocante, misturado a um rock lascivo. Não obstante, versou sua música com estrofes tão incômodas quanto a cueca “tamanho infantil” que trajava na capa deste clássico da música pop.

Ouça “Sister”, “When You Were Mine” “Do It All Night”.

prince-19992) 1999 (1982)

Não há como fugir do clichê. Este álbum é o divisor de águas da carreira de Prince, estabelecendo suas bases musicais ao fundir rock e funk em uma longa viagem sonora. Afinal, o álbum era duplo, ao contrário da forma que foi lançado no Brasil. A música era contagiante e o tema sexo de recorrência quase obsessiva em seus versos.

Ouça “1999”, “Little Red Corvette” “Let’s Pretend We’re Married”.

71eo7kqufwl-_sl1225_3)PURPLE RAIN (1984)

A trilha sonora de uma alegórica autobiografia. Este álbum é o ápice comercial da carreira de Prince, sendo considerado por muitos seu melhor álbum, e por alguns poucos apenas mais um trabalho indecente. Os versos da faixa “Darling Nikki” ajudaram a inspirar a implantação do Parents Music Resource Center e, musicalmente, esse álbum evidencia as habilidades de Prince como guitarrista virtuoso e dono de um feeling único, além de enaltecer sua habilidade criativa advinda de um experimentalismo musical quase acadêmico. Tirou linhas de baixo aqui, deu protagonismo à bateria eletrônica acolá e se inspirou em artistas fora de sua zona de conforto, como Bob Seger. Um marco da música pop.

Ouça “Let’s Go Crazy”, “Purple Rain” “When Doves Cry”.

 

mi00000339124) SIGN ☮’ THE TIMES (1987)

As belas harmônias presentes neste álbum mostram que Prince soube evoluir o personagem de “Príncipe Púrpura” para algo mais maduro. Mesmo assim, aqui tem tudo o que se espera de sua música: funk explosivo, psicodelia, rock, ritmos dançantes, humor lascivo e sexo. A criatividade de Prince era evidente nesta fase de sua carreira, principalmente nos truques de estúdio e nas audaciosas composições que bebem diretamente da loucura musical de George Clinton. Apesar dos sucessos anteriores, neste álbum, ele mostrou que estava alguns degraus acima de seus correlatos contemporâneos, manuseando com maestria diferentes elementos da música popular e ditando os rumos do mercado fonográfico. O retrato de um artista no ápice de suas habilidades.

Ouça “Sign “☮” the Times”, “Housequake” “If I Was Your Girlfriend”.

tumblr_neqeultsd31qagxv6o1_12805) THE GOLD EXPERIENCE (1995)

Em meados da década de 1990, Prince travava a maior batalha de sua carreira, numa verdadeira aventura moderna de um Davi que queria liberdade e propriedade sobre sua arte, contra um Golias corporativo, que buscava a padronização visando o sucesso de vendas. Este duelo com a Warner motivou Prince a se rebatizar artisticamente com um símbolo impronunciável, marcando a simbologia pop com uma de suas mais interessantes, e menos conhecidas, fases musicais. Este álbum traz alguns dos melhores momentos de sua carreira, onde explorava uma miríade de sonoridades modernas de modo quase indecente, sendo que dentro de seu experimentalismo latente emergem canções brilhantes.

Ouça “The Most Beautiful Girl In The World”, “Shy” “Eye Hate U”.

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