BILLY PAUL:5 Discos Pra Conhecer

Billy Paul, um dos maiores nomes da música soul americana, dono de uma voz versátil e marcante, deu fôlego e imprimiu modernidade requintada ao rythm and blues.

Nascido na Filadélfia, começou sua carreira aos onze anos de idade, se apresentando, na juventude, ao lado de nomes imponentes como Miles Davis, Nina Simone, Roberta Flack e Charlie Parker.

Experimentou as primeiras posições dos mais importantes charts da Europa e Estados Unidos com uma canção que narrava uma aventura extraconjugal, além de vencer o Grammy com o sensacional álbum de 1972, abaixo listado.

Billy se mostrou à frente de seu tempo, ao explorar novas sonoridades dentro do estilo, além de temas raciais,  após o sucesso, encarado por muitos como um erro comercial. Todavia, mesmo em seu primeiro álbum, lançado em 1968, Billy Paul se mostrava destemido e vanguardista.

Hoje, vamos apresentar cinco álbuns para a devida iniciação na obra de Billy Paul. 

1) EBONY WOMAN (1969)

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Neste segundo álbum da carreira, Billy promove uma fusão interessantíssima de soul/funk com seção rítmica jazzística que até hoje divide opiniões.

Todavia, em meio a esta alquimia principal emergem arranjos de cordas ricos que engrandecem as composições, formando um conjunto musical brilhante e de musicalidade latente, mas ainda distante do que o arremessaria aos píncaros do sucessos anos à frete.

Aqui começam as tradicionais reformulações de sucessos que seriam marcantes na trajetória de Billy Paul, em faixas como “Mrs Robinson”, de Paul Simon e “Proud Mary”, de John Fogerty.

Ouça as faixas “Ebony Woman”, “Proud Mary” e “Everyday People”.

 

2) 360 DEGRESS OF BILLY PAUL (1972)

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Pode não ser o melhor álbum de Billy Paul, mas foi aquele que o alçou ao estrelato, além de ser um dos pilares do soul típico da Philadelphia.

Um dos seus grandes diferencias está no trabalho de pianos e teclados que desfilam harmonias cintilantes e requintadas, que fogem aos padrões do estilo. Além disso, as composições podem não ser de sua autoria, mas sua marca interpretativa é tão forte que ele quase toma para si a patente espiritual das composições, tamanha a precisão emotiva de suas reformulações.

Ou você não experimenta um sabor diferente em “Let’s Stay Togheter” ou em “Your Song”? Claro que esta condição está relacionada a seu maior trunfo: a voz diferenciada! Como se tudo isso não bastasse, a balada lasciva “Me & Mrs. Jones” seria suficiente para elevar este álbum ao patamar de clássico setentista da soul music, mas ainda temos a consciência social de “Brown Baby”, “I’m Just a Prisoner”, e “Am I Black Enough for You”.

Ouça as faixas “Am I Black Enough for You”, “Me & Mrs. Jones e “Your Song.

 

3) WAR OF THE GODS (1973)

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Este sim é o melhor álbum de Billy Paul! Muitos irão discordar, principalmente pela extensão das faixas, mas aqui tínhamos um Billy Paul que alcançara o sucesso e estava pronto para explorar e divagar.

E o resultado é simplesmente magnífico, com faixas densas, belas e sinuosas, beirando o progressivo em diversos momentos que culminam e convergem para um clímax grandioso.

Em grande parte, percebemos certa melancolia psicodélica sobrepujando a outrora tão evidente abordagem sentimental, quase melodramática. Em resumo, neste álbum, Billy Paul atingiu sua maturidade musical, nas melhores performances em estúdio de sua carreira. Um álbum para ser escutado e reparar em detalhes.

Ouça as faixas “I Was Married”, “Thanks for Saving My Life e “War Of The Gods.

 

4) GOT MY HEAD ON STRAIGHT (1975)

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Após a viagem sonora de War Of The Gods (1973), Billy Paul voltou suas atenções às sonoridades mais clássicas do estilo, mas sua alma musical já havia evoluído, sendo este Got My Head On Straight uma junção da maturidade atingida com a abordagem soul típica do aclamado 360 Degress of Billy Paul (1972).

Apesar disso, o sucesso do álbum se relegou aos iniciados do soul, não atingindo um grande público pop, sendo bem recebido pela crítica. Desta vez, a protagonista do trabalho é sua voz, amparada por instrumentações abrasivas e elegantes, que abusam inteligentemente de sintetizadores, órgãos Hammond e doses homeopáticas de batidas africanas.

Mesmo não se comparando em sucesso de público, musicalmente, este álbum é tão grandioso quanto o já citado 360 Degress of Billy Paul (1972).

Ouça as faixas “Black Wonders Of The World”, “July, July, July, July e “Be Thruthful to Me.

 

5) LET ME IN (1976)

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A faixa título, que abre o álbum, é uma versão da canção de Paul McCartney, que nas mãos de Billy se tornou mais vibrante e empolgante, além de tomar uma nova conotação em prol dos direitos civis.

Na sequência das faixas, diferentes abordagens e estilos podem ser observadas além do puro soul, resultando numa das maiores obras de sua discografia, além de historicamente ser o primeiro a atingir uma qualificação dentro do Top 100 Pop Album Chart desde o álbum de 1972.

Suas canções soavam mais oxigenadas e modernas dentro de uma proposta mais pop, sendo irresistíveis o suingue impresso e os naipe de metais que cortam de modo incisivo o instrumental confortável e brilhantemente comercial.

Infelizmente, este pérola é uma das mais ignoradas da carreira de Billy Paul.

Ouça as faixas  “How Good is Your Game“, “Without You” e “Let ‘Em In

 

15 FAIXAS PARA CONHECER BILLY PAUL

Confira nossa playlist com todas as faixas indicadas no texto. É só dar o play e deixar o som rolar!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Tarcisio Duarte Chagas disse:

    Cara, sem sacanagem, eu assino em baixo em tudo. 360° Degrees é o q mais me agrada e “Am I Black Enough For You” é minha preferida em termos de sonoridade, aquele funk da pesada cheio de percussão e o suingue comendo solto, mas “Your Song” é a música q me faz lembrar minha mãe, então fico com ela. Me lembro dele e o Let Me In rolando na vitrola lá de casa por volta de 1978/79. Não sei se te falei, mas sou primo de 2° grau por parte de mãe de um cara q dizem q foi o maior DJ da época dele, o Big Boy. Não me lembro dele, mas minha mãe me falava q era uma pena ele não estar vivo pq eu ia poder conhecer um cara diferente da maioria.

    Curtido por 1 pessoa

    1. O Big Boy é uma lenda… Legal demais cara! Já li sobre ele e algumas biografias de artistas nacionais!!!

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