ATUALIZANDO A DISCOTECA: Graveyard, Innocence and Decadence (2015)

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Graveyard Innocence and Decdence
Graveyard: “Innocence & Decadence” (2015, Nuclear Blast/Urubuz Records)

Quando “Magnetic Shunk” abrir o álbum enfiando o pé na porta, você certamente pensará em juntar as mãos para das graças aos céus pela existência de uma banda como o Graveyard, que consegue unir o melhor dos mundos do classic rock: 1) o Rock N’ Roll puro, sem gelo e lascivo; 2) flertes com Hard Rock, Rock Psicodélico e Garage Rock; e 3) recheio farto de riffs e solos com atitude. Todos estes elementos vêm homogeneizados numa fórmula roqueira de sabor vintage acentuado, mas dotado de originalidade e dinamismo, embasados em timbragens ásperas e arranjos rústicos.

Quanto ao sabor retrô, o vocalista e guitarrista Joakim Nilsson alega que “o nosso alicerce é a história da música, apesar de não querermos ser uma banda retrô”. E realmente seu desejo é satisfeito se compararmos o Graveyard com muitos de seus contemporâneos, pois, neste quarto álbum de estúdio, inserem elementos de diversos estilos alheios ao rock, como blues e jazz, além do retorno do baixista Truls Mörck (que esteve na formação do álbum de estréia e a primeira investida do guitarrista Jonatan Larocca-Ramm nos vocais (em “Far Too Close”).

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Graveyard: “Não é segredo que somos inspirados pela música dos anos 70, mas também somos inspirados por muito mais coisas”

Especificamente falando das faixas, enquanto “The Apple and The Tree” é uma versão sessentista do Thin Lizzy, com guitarras bluesy – que também aparecem em “Exit 97” (puro rock sessentista e sem polimento) e “Too Much Is Not Enough” (inspirações soul/blues e belíssimo trabalho de backing vocals) -, “Can’t Work Out” parece uma fusão de The Doors com INXS injetada de nitroglicerina, “From a Hole in The Wall” é psicodelicamente viajante em roupas proto-metal, “Heart-Headed” é tão dissonante quanto algumas obras de Frank Zappa e “Stay For a Song” poderia ensinar toda a esta nova safra indie/rock a como compor belas canções com arranjos vintages e minimalistas. Esta versatilidade de estilos é explicada, também, por Joakim Nilsson, ao afirmar que “não é segredo que somos inspirados pela música dos anos 70, mas também somos inspirados por muito mais coisas”.

Confira o clipe para a faixa “Too Much Is Not Enough”, com inspirações soul/blues e belíssimo trabalho de backing vocals.

No geral, as letras versam sobre política, amor, problemas cotidianos e aspectos sociais. Além disso, os arranjos soam ásperos  e as timbragens mais ácidas, fatos que podem ser explicados pela organicidade latente, advinda do trabalho em estúdio. Dez faixas foram registradas em cinco dias, ao vivo e não corrigidas – já outras três foram trabalhadas em estúdio-, como afirma Nilsson, que ainda completa dizendo alguns erros são perceptíveis no disco. Eu não percebi nenhum erro musical, tanto que esta pérola está dentre nossos quinze melhores álbuns de 2015.

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