ATUALIZANDO A DISCOTECA: Dinho Ouro Preto, “Black Heart”(2012)

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Dinho Our Preto
Dinho Ouro Preto: “Black Heart” (2012, Sony Music)

É fã de Capital Inicial? Acha que Dinho Ouro Preto, mesmo tendo uma voz limitada, é um grande vocalista e um dos últimos no Brasil com espirito roqueiro dentro do mainstream? Então você pensa igual a mim! Digo isso, pra ficar claro que não tenho nada contra o vocalista de uma das últimas bandas remanescentes do rock nacional dos anos 80. Mas a verdade é que se Dinho estivesse começando agora e este fosse seu primeiro disco então sua carreira se iniciaria e acabaria aqui. A fórmula já foi repetida inúmeras vezes, nos mais diversos estilos musicais, algumas deram certo e outras nem tanto, sendo que este “Black Heart” se enquadra no que podemos chamar de “escorregou feio no quiabo!”. Gravar um álbum de covers é sempre um terreno minado, poucos saem ilesos. A seleção de músicas é boa, o playlist com a compilação das canções originais não sai do meu player, mas aqui não existem arranjos nas músicas e tudo parece cover feito por uma banda de garagem.

Primeiro os pontos positivos: “Nothing Compares To You” (canção do Prince, famosa na voz de de Sinnead O’ Connor), primeiro single, se encaixou na voz dele e é uma das poucas que traz um arranjo digno de nota, com um clima de balada bluesy. “Being Boring” (original do Pet Shop Boys) que aqui vem em versão acústica e “Lovesong” (originalmente gravada pelo The Cure) são destaques certos num álbum que não tem tanto brilhantismo e soa até desleixado. Agora, se ele conseguisse estragar “Suspicious Mind” (marcante na voz de Elvis Presley) merecia um prêmio, pois não existe como estragar esta música.

O resto do álbum é composto por músicas que não empolgam e mostram que este é apenas um projeto para satisfazer os desejos de Dinho, que gostaria de mostrar o ecletismo das suas influências. Não se saiu bem musicalmente, mas a mensagem foi passada. Porém, é impossível não comentar de maneira pejorativa algumas interpretações. “Steady As She Goes” (The Racounteurs) perdeu toda a sua malícia e “Dancing Barefoot” (Patti Smith) tem até um instrumental interessante, mas definitivamente não se encaixa na voz de Dinho. Aliás, esta falta de simbiose entre o vocal do cantor e as músicas acontece por todo o álbum, mas o que ele faz com “Hallellujah” (de Leonard Cohen) é de chorar. Nesta canção ele pisou no meu calo, pois considero esta canção uma das mais belas músicas já compostas e aqui definitivamente ele mostra que seu vocal é limitadíssimo. Ao ouvir o disco pulem esta faixa.

É louvável que Dinho saia de sua zona de conforto no Capital e se arrisque a este vôos mais perigosos, mas aqui ele se estabacou no chão por falta de potência nos motores. 

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