ATUALIZANDO A DISCOTECA: Rush, “Clockwork Angels” (2012)

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Rush: “Clockwork Angels” (2012, Roadrunner Records, Anthem Records, Warner Music Brasil)

Ouvir qualquer álbum do Rush é sempre uma aula musical. “Caravan”, a primeira faixa deste álbum, vem cheia de groove (a parceria de Neil Peart e Geddy Lee na cozinha dispensa comentários), passagens intrincadas e a voz de Geddy Lee parece soar melhor, forjando uma canção destinada a ser clássico. “BU2B” começa belamente acústica, com efeito de vozes e logo estamos diante de uma composição fantástica. Já nas duas faixas iniciais, que compuseram o primeiro single do álbum que começou a ser gravado em 2010, somos impelidos a comentar o trabalho irretocável de guitarras de Alex Lifeson, que segue por todo o álbum de maneira evolutiva em termos de qualidade. Além disso, é nítido o esmero e capricho nas composições e na gravação. As duas músicas responsáveis pela abertura do disco foram lançadas previamente em um single e, posteriormente, os fãs foram presenteados com a terceira faixa, cujos andamentos iniciais de baixo remetem ao Pink Floyd, mas só no início.

Quando “Headlong Flight”, nona faixa, foi divulgada, a euforia dos fãs foi geral, afinal as três faixas divulgadas previamente traziam temas complexos, andamentos variados e intrincados e o virtuosismo que já é inerente às músicas do trio canadense. Ou seja, para os fãs, o álbum começa na terceira faixa, “Clockwork Angels”, e eles não se decepcionaram, pois esta é uma das melhores músicas do álbum, com passagens que impressionam. “The Anarchist” é outro destaque, com o baixo de Geddy Lee ecoando um peso absurdo. Vale mencionar a variação da duração das faixas. É certo que já não temos mais os épicos de 20 minutos, mas aqui existem faixas com seus sete minutos, bem como as de pouco mais de três. Numa desta menores (em questão de tempo, claro) está a balada “Hallo Effect”, que é de um extremo bom gosto e de uma beleza ímpar. “Carnies” escancara para nós a variação de estilos presente no play, pois seu início é altamente metálico e “The Wreckers” não se encaixa em um estilo apenas, só podendo ser descrita como belíssima. Bom, nos resta apenas aceitar o fato de que os três acertaram em cheio mais uma vez. Um belo disco, com composições concisas e bem estruturadas, nos mostrando que hoje em dia vale a pena esperar três ou cinco anos para termos um novo disco como este em mãos. 

Nota: 9,5

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