ATUALIZANDO A DISCOTECA: Paul Young, “Good Thing” (2016)

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Paul Young: “Good Thing” (2016, New State Music, Baked Recordings)

Se você tem o hábito de frequentar lugares que insistem em tocar coletâneas “flashback”,  ou viveu os anos 1980 e 1990, se lembrará de Paul Young pela canção “Every Time You Go Away”, sucesso avassalador de 1985, que ecoou pelos anos 1990, até ganhar uma terrível versão sertaneja em terras tupiniquins (essas duplas não se contentam somente em ser ruins, precisam estragar a músicas dos outros também!). Pois bem, já se foram trinta anos desde aquele sucesso e, entre bons lançamentos e outros dispensáveis, Paul Young chega em 2016 com um álbum excelente. Investindo num pop adulto e classudo, de forte acento soul e detalhes de soft rock, ele nos apresenta composições melódicas e envolventes, encharcadas por backing vocals muito bem encaixados e donas de arranjos cheios de detalhes e de execução técnica impecável.

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Paul Young, mesmo já não tendo mais uma voz tão abrasiva, consegue trabalhá-la de modo inteligente, presenteando-nos com um álbum grandioso, que evoca inúmeras influências e referências aos clássicos do rock/soul/pop.

As guitarras bluesy estão dotadas de uma lascividade febril e rústica, sendo um show à parte, e Paul, mesmo já não tendo mais uma voz tão abrasiva, consegue trabalhá-la de modo inteligente. Mesmo assim, mostra desenvoltura vocal no desfecho do álbum, com o blues dilacerante “Your Good Things (Is About To End)”, ao melhor estilo Joe Cocker e certamente uma das melhores faixas do trabalho ao lado de “L-O-V-E (Love)” (pop de tempero soul, com naipe de metais periódicos), “Back For The Taste Of Your Love” (um funk/blues de groove amaciado), “Big Bird” (um rock/soul de batida marcada e guitarras ácidas), “I Believe In You” (balada soul envolvente) e no belíssmo cover para “Words”, do Bee Gees. Ao silenciar final, temos um álbum grandioso, que evoca inúmeras influências e referências aos clássicos do rock/soul/pop, tornando-o envolvente sem tirar sua identidade ou originalidade. Duvida? Então escute “Eloise”, melhor faixa do álbum, e me responda se, mesmo lembrando uma velha canção de Aretha Franklin e remetendo a um refrão de George Benson, não é uma deliciosa peça de originalidade latente?

NOTA: 9,5

 “L-O-V-E (Love)”, primeiro single, é um pop de tempero soul, com naipe de metais periódicos e backing vocals muito bem encaixados.

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