ATUALIZANDO A DISCOTECA:Brimstone Coven, “Black Magic” (2016)

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Brimstone Coven: “Black Magic” (2016, Metal Blade Records)

O fim dos anos 1960 viu uma explosão de ideias libertárias, que permitiam o ser humano explorar os mais diversos campos do conhecimento, fato que refletiu diretamente nas artes, especialmente na música. Muitas foram as bandas neste período que se dedicaram ao estudo do ocultismo, levando este conhecimento aos versos de composições. Bandas como Coven e Black Sabbath foram moldes para aquela cena, que ecoa até a década atual, num revival do Occult Rock, impulsionado pelo sucesso avassalador dos suecos do Ghost. A banda americana Brimstone Coven é um dos melhores nomes deste revival, que investe numa mistura da sonoridade clássica do rock sessentista e setentista, com uma vibração mais assustadora e referências à bruxaria.

Confira o vídeo para a faixa “Black Magic”.

“Black Magic” é o segundo álbum da banda que conseguiu, através de uma ambientação, digamos, “pop-satânica” e com riffs sorumbáticos de guitarra e baixo duelantes, entregar canções mais interessantes do que fizeram no primeiro álbum, dando mais obscuridade ao seu rock cavernoso, alicerçados sobre linhas de bateria hipnóticas e de viradas cadenciadas. Esta bruxaria musical tem referências diretas o Black Sabbath, fundido ao Danzig e com adornos de Hakwind, num desfile obscuro do rock básico, guiado pela trinca guitarra-baixo-bateria. Dentre os destaques, “Black Unicorn” é uma faixa furiosa, enquanto “Beyond The Astral” traz uma dose de psicodelia nos vocais. Já “As We Fall” é uma pseudo-balada melancólica e simples, mas dotada de muito poder, assim como “Upon the Mountain” que mescla muito bem o stoner trampado com a psicodelia. Ainda podemos enaltecer “The Plague”, uma power ballad sorumbaticamente melancólica de guitarras inspiradas.

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O Brimstone Coven é um dos melhores nomes do revival do Occult Rock, que investe numa mistura da sonoridade clássica do rock sessentista e setentista, com uma vibração mais assustadora e referências à bruxaria. 

O resultado final é um rock pesado aos moldes do Black Sabbath e do Pentagram, com nuances psicodélicas à lá Pink FLoyd e Led Zeppelin, resultando numa sonoridade vintage poderosa, com solos em profusão, vocais fortes e linhas melódicas que se aproximam a mantras, em meio a um pouco de groove engrandecido pela produção que emula magnificamente a sonoridade proto-metal. Neste segundo trabalho, evoluíram a olhos vistos, sendo que o molde já está pronto, só falta um pouco mais de desenvolvimento na personalidade da proposta, pois potencial para oferecerem mais existe!

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