ATUALIZANDO A DISCOTECA: Aaron Diehl, “Space Time Continuum” (2015)

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Aaron Diehl: “Space Time Continum” (2015, Mack Avenue Records)

Aaron Diehl é, ao lado principalmente de Kris Bowers, um dos dois maiores prodígios da atualidade no Jazz. Tão geniais quanto díspares, enquanto Bowers se mistura a elementos modernos e faz uma fusão sem fronteiras de estilos, Diehl se mostra um compositor e pianista acima de seus contemporâneos, dentro de uma formatação mais clássica do jazz, sendo descrito pelo The New York Times como “uma concretização do historicismo do jazz no seu mais puro refinamento e rigor”. Sua formatação e encaixe dentro dos subgêneros jazzísticos situa-se entre o bebop de pianos elegantes e toques de Third Stream, tendo como referências diretas Duke Ellington, Dave Brubeck e John Lewis(uma já declarada paixão de Aaron), sendo que, neste último caso, a sombra do The Modern Jazz Quartet como influência é quase um corolário. Este “Space Time Continum” é seu segundo álbum de estúdio que eleva ainda mais a abordagem musical apresentada em seu primeiro trabalho, num jazz fluido, no melhor estilo clássico, onde cada músico expões suas excelências musicais, seja nas performances solo ou no trabalho em conjunto, mas, ainda assim, conseguindo transmitir um clima moderno e contemporâneo às suas timbragens, execução e sonoridade.

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Aaron Diehl foi descrito pelo The New York Times como “uma concretização do historicismo do jazz no seu mais puro refinamento e rigor”

A musicalidade apurada de faixas como “Uranus”, “Space Time Continuum” (elegante e lasciva na voz de Charenée Wade) e “Flux Capacitor” (tiro rápido e certeiro em arranjos arrojados e cheios de melodia) nos oferecem o que de melhor tem a história do Jazz, em linhas de piano insinuantes, provocativas e instigantes. Todavia, o mais interessante é a forma como Aaron criou uma abordagem diferenciada para sonoridades noir, como apresentadas em “The Steadfast Titan” (com lamentoso arranjo de saxofone) e “Organic Consequence” (uma longa viagem musical de variadas nuances), canções onde ele desenvolve um elegante e envolvente desfile musical através de arranjos classudos. Se você pensa que Jazz é aquela música que toca em saguão de hotel, ou em elevador, este é um ótimo momento para saber como o Jazz clássico é desenvolvido em cores modernas.

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