ATUALIZANDO A DISCOTECA: King Company, “One For The Road” (2016)

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King Company: “One For The Road” (2016, Frontiers Records)

Formado em 2014, o King Company reúne nomes do peso do cenário roqueiro finlandês, como o baterista Mirka “Leka” Rantanen (Thunderstone e Kotipelto), o guitarrista Antti Wirman (Warmen), o vocalista Pasi Rantanen ((Thunderstone, Warmen), o tecladista Jari Pailamo (Kiuas, Ponies To Kill) e o baixista Time Schleifer (Enfarce). A idéia inicial do baterista, mentor do projeto, era formar uma banda que investisse num Melodic/Hard Rock, com nuances de Metal Melódico, composta por músicos com quem já tinha tocado anteriormente e que compartilhavam, além de sua amizade, uma boa técnica em seu instrumento. Alguns inclusive já frequentaram as fileiras de bandas de Power Metal e Metal extremo.

“One For The Road” é o álbum de estréia deste “supergrupo” finlandês, que promove um verdadeiro sentimento de déjà vu dentro do Hard Rock Melódico ao alicerçar todas as suas composições nos cânones do estilo, escritos nos clássicos oitentistas e noventistas de bandas como Mr Big, Whitesnake, Lynch Mob, Dokken, Europe e House of Lords, numa mistura interessante das escolas norte-americana e inglesa, variando virtuose, efervescência e melodias grudentas. A sonoridade, no entanto, está longe de ser datada e sem identidade, muito pelo contrário, ainda adicionando características familiares àqueles que acompanham bandas finlandesas e um certo tempero bluesy (consequência direta das influências de Hard Rock clássico), além de uma produção brilhante, como já se tornou praxe nos lançamentos da Frontiers.

 “Wheels of No Return” é quase uma máquina do tempo musical tamanha suas pegada oitentista, claramente escritas sobre todos os dez mandamentos expressos nas tábuas da lei do estilo.

Os riffs de guitarra são empolgantes, melódicos e febris, o vocal aveludado, cheio de alma, numa mistura de influências de David Coverdale (sendo admitido pelo vocalista ser esta sua maior influência), Eric Martin e James Christian, os teclados, apesar do papel climático e de pouco protagonismo, têm importância gigantesca dentro da sonoridade que a banda se propõe, sendo altamente destacável o trabalho inteligente de suas linhas, principalmente no solo virtuoso e de tempero progressivo na faixa “Coming Back to Life”, enquanto o baixo e a bateria sustentam as harmonias e andamentos com extrema competência.

Falando especificamente das faixas: “One for the Road” e “Coming Back to Life” são faixas pulsantes, com virtuose acelerada, mas muito melodioso e um vocal que sabe abusar da técnica em prol da “grudência” melódica, enquanto “Shining” é uma quase balada Blues Rock cheia de malícia Hard em arranjos envolventes e guitarras pegajosas, onde o vocalista pôde abusar de suas influências “coverdalianas”. “Wheels of No Return”, “Holding On” e “Desire” (puro Whitesnake com um pouco mais de peso e pujança) são quase máquinas do tempo musicais tamanha suas pegadas oitentistas, claramente escritas sobre todos os dez mandamentos expressos nas tábuas da lei do estilo.

08-09

O King Company é um supergrupo” finlandês, que investe num Hard Rock Melódico que remete aos clássicos oitentistas e noventistas de bandas como Mr Big, Whitesnake, Lynch Mob, Dokken, Europe e House of Lords, numa mistura interessante das escolas norte-americana e inglesa, variando virtuose, efervescência e melodias grudentas.

“Farewell” é um rockão com atitude, melodia e boas variações nas linhas vocais e pinceladas irresistíveis de teclados e “Wings of Love” é uma fusão acachapante de Whitesnake com Bon Jovi (será impossível não lembrar da banda quando ouvir as linhas de guitarra). No campo das baladas, ou quase-baladas, “No Man’s Land” tem espirito AOR clássico entremeado da grandiosidade das baladas de Metal Mélodico, forjando um clima grandioso, muito próximo do que o House of Lords tem feito em seus álbuns mais recentes. Já “Cast Away” é uma faixa mais cadenciada, grandiosamente melancólica e sombria, muito bem construída e cheia de sentimento.

 “Shining” é uma quase balada Blues Rock cheia de malícia Hard em arranjos envolventes e guitarras pegajosas, onde o vocalista pôde abusar de suas influências “coverdalianas”.

“One Heart” é cadenciada, sinuosa, misteriosa, melodiosa e cheia de arabescos roqueiros que a tornam exoticamente saborosa, num riff de guitarra sensacional e bem sacadas variações nos andamentos e arranjos. Facilmente a melhor faixa do álbum, tendo ao seu lado  a bônus track “Can`t Let You Get Away”.

Se o Hard Rock de faixas são faixa pulsantes, com bastante virtuose, ora cadenciada e emocional, ora acelerada, mas muito melodioso e com linhas vocais que sabe abusar da técnica em prol da envolvência melódica, então pode conferir sem medo, pois este álbum te dá uma aula de revisão sobre os dez mandamentos do Hard/Melodic Rock.

 

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