ATUALIZANDO A DISCOTECA: Dawn Of Demise, “The Suffering”

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Dawn of Demise: “The Suffering” (2016, Unique Leader Records)

O Dawn of Demise é um dos representantes do Death Metal dinamarquês neste novo milênio, tendo nascido em 2004 e lançado seu primeiro álbum, “Hate Takes Its Form”, em 2007. Quase uma década depois, algumas mudanças na formação, se estabilizaram, desde de 2013, com Scott Jensen (vocais), Martin Sørensen e Thomas Egede (guitarras), Bjørn Jensen (baixo) e Simon Blaabjerg (bateria e maior destaque individual deste álbum), e lançam, após quatro anos, seu novo álbum de estúdio, “The Suffering”, o quarto full lenght da carreira.

“Sadistic Gratification” abre o trabalho explodindo nossos ouvidos com um Death Metal metralhado e groovado, resumindo o que será ouvido por todo o trabalho, alicerçado em guitarras cortantes e brutais, com mais espaço para os riffs, inteligentemente timbradas de modo mais sujo, com leve sombra de virtuose nos solos, vocal gutural variando do urrado para o cadavérico, mudanças rápidas e constantes nos andamentos e cozinha responsável pela dinâmica e estruturação das composições. Ou seja, tudo como manda a tradição do estilo e que se repetirá faixa após faixa, nas mais variadas possibilidades.

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O Dawn of Demise é um dos representantes do Death Metal dinamarquês neste novo milênio. Em 2016, após quatro anos, lançam quarto álbum de estúdio, “The Suffering”, mesmo não sendo o mais original dos trabalhos do estilo, entregam o que todo admirador da podreira clássica aprecia: peso, brutalidade, técnica, maldade e perversão musical, tudo muito bem embalado numa arte macabra!

Claramente não estão tentando reinventar nada dentro de sua proposta, mas a executam com maestria, seja em faixas mais brutais como “Destined To Suffer” (dona de andamentos quase claustrofóbicos), “Predation” (com vocais pútridos e riffs rápidos), “Coercion Of The Victim” (pedrada insana) e “Deify The Outrageous” (mais tradicionalista) , ou em faixas mais cadências como “The Suffering” (atenção às linhas de bateria desta faixa, bem como os solos de guitarra), “Deride The Wretch” (com interessantíssimas variações nos vocais) e “As The World Dies” (com um andamento irresistível e um riffão pegajoso que serve de arauto para toda a brutalidade de seus arranjos), primando, no geral, pelo peso e groove, ao invés da rapidez ou arranjos babélicos, tão comuns quando se fala em extremismo metálico, aproximando-os de bandas clássicas como Obituary, Six Feet Under, Cannibal Corpse e Jungle Rot, além dos compatriotas do Illdisposed.

Confira o destaque “Deride The Wretch”.

Dentro deste caldo, a rastejante e intensa “The Process Of Killing” se destaca por sua brutalidade trabalhada, mesclando muito bem riffs trampados, um pouco de virtuose no solo e vocais urrados, assim como “A Malignant Condition”, com sua estrutura fora da curvatura do álbum, com guitarras mais melódicas e instrumentação cadenciada, brutal, técnica e mais intensa, e “Those Who Deserve My Wrath”, uma pedrada virulenta e empolgante. Estas faixas refletem um álbum coeso, que transmite uma banda altamente profissional e moderna, mesmo que bebendo nos princípios do passado, não se limitando apenas em seguir os passos dos pioneiros.

No saldo final, mesmo não sendo o mais original dos trabalhos do estilo, entregam o que todo admirador da podreira clássica aprecia: peso, brutalidade, técnica, maldade e perversão musical, tudo muito bem embalado numa arte macabra! Todavia, não será uma peça que arregimentará admiradores do estilo.

Nota: 7,5

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2 comentários Adicione o seu

  1. Sick Mind disse:

    Eu pirei no hate takes its form qnd conheci a banda, hoje em dia não sou mais tão ligado ao death metal e esse distanciamento me fez pensar se o dawn of demise não vai cair na mesmice de refazer sempre o mesmo trabalho com um título novo (igual cannibal corpse)

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    1. Esse parece ser um mal que aflige 98% do gênero… Mas ainda assim soa legal! Até o Nile andou se repetindo e neste momento só lembro do Krisiun como banda que se reinventou…

      Curtido por 1 pessoa

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