ATUALIZANDO A DISCOTECA: Silent Cry, “Hypnosis” (2016)

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Silent Cry: “Hypnosis” (2016, Megahard Records)

A banda mineira Silent Cry segue firme em sua trajetória brilhante e altamente digna dentro do metal nacional, apresentando “Hypnosis”, seu mais novo álbum que vai além da simples referência a história da banda, dialogando com muita maturidade com o seu passado musical. Numa perfeita justaposição de Doom Metal, arranjos de extremo bom gosto e o tradicional dueto de vocais angelicais e agressivos, o Silent Cry forja uma aura melancólica e sombria, mas dotada de muita classe advinda do refinamento obscuro da música gótica, principalmente em faixas como “Naiver” “Hypnotized by Love”. É interessante notar como a banda consegue manufaturar composições tão apegadas a sonoridades noventistas, mas sem soar datado, como se elevasse a abordagem do Theatre of Tragedy (até “Aegis” [1998]) e da primeira fase do Trail of Tears, mas sem soar datado dentro do desfile de opostos, como bem representado na moderna “Resolution”.

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“Hypnosis” dialoga com o passado da banda e confecciona, com um conceito interessantíssimo em suas letras e uma alta musicalidade, acima de tudo, uma obra de arte belíssima. 

Reafirmando o negrume que vive no âmago de todas as cores musicais tradicionais ao estilo, alguns momentos, como no solo de “Acceptance”, remetem diretamente ao primeiro álbum, com detalhes mais enriquecidos e belos, mas sem descambar para os excessos e exageros sinfônicos e/ou melódicos, usando inteligentemente uma grande amplitude instrumental, como fica evidente em “Tragic Memories”, faixa recuperada do primeiro álbum e um pouco diferente da original. Alguns arranjos beiram o erudito, mas distante dos cacoetes do Symphonic/Gothic Metal, dando um caráter mais lúdico às faixas que envolvem com muita eficiência os belíssimos vocais sirênicos de Joyce Vasconcelos, contrapostos ao cavernoso e demoníaco vocal gutural de Dilpho Castro.

Confira o vídeo para a faixa-título.

Como destaques máximos, temos as faixas que estão diametralmente opostas dentro do tracklist: primeiramente a faixa-título, que abre o álbum com linha hipnótica, pegada Doom Metal acentuada e ótimo contraste entre a densidade cadenciada do instrumental; e o épico desfecho com “Fullness”, com sua variação classuda de andamentos. Um detalhe altamente pertinente para o sucesso do álbum é a bateria de Ricardo Confessori (que também produziu e mixou o álbum) que alicerça com precisão as harmonias, ladeado pelo baixo de Roberto Freitas, que preenche muito bem os espaços.

“Hypnosis” traz um conceito interessantíssimo em suas letras, refletindo sobre o aprendizado advindo das grandes experiências humanas, confeccionando, junto a toda a alta musicalidade apresentada, acima de tudo, uma obra de arte belíssima.

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