ATUALIZANDO A DISCOTECA: Korn, “The Serenity of Suffering” (2016)

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Por Ricardo Leite Costa

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Korn: “The Serenity of Suffering” (2016, Roadrunner Records, Sony Music)  NOTA: 8,5

Nenhum gênero musical desperta sentimentos e emoções tão díspares quanto o controverso New Metal. Uns amam incondicionalmente, outros odeiam em igual proporção. Um meio termo inexiste. E se hoje existe esse segmento, em boa parte se deve ao Korn, que foi a banda responsável por marcar o New Metal no mapa da música pesada.

Também conhecido por “Metal Alternativo” ou “Metal pula-pula” (essa é nojenta e despropositada), o New Metal, gostando-se ou não dele, abocanhou uma parcela importante do mercado musical, principalmente nos E.U.A. (seu reduto mais expressivo).

Como banda já estabelecida no cenário e tentando a todo custo se manter nele, o Korn acaba de lançar seu mais recente registro, “The Serenity of Suffering” e, ao contrário de seus três ou quatro últimos álbuns, voltou a causar impacto e me proporcionou uma boa impressão inicial.

Confira o clipe de “A Different World”, faixa com a participação de Corey Taylor…

Primeiramente, o aspecto que mais chama a atenção em “The Serenity of Suffering” é o resgate do peso instrumental que havia se perdido pelo caminho, lembrando um dos mais inspirados momentos do quinteto estadunidense, o grande “Follow The Leader” (1998). O álbum traz aquele reboliço musical costumeiro, marcado por uma variação enorme de climas e texturas, onde guitarras densas e afinadas uns “trocentos” tons abaixo entram em contraste com as “epifanias” eletrônicas tão bem conduzidas pelo esquisitão Jonathan Davis (vocal).

Além dos aparatos eletrônicos, Jonathan se revela um vocalista bem acima da média em “The Serenity of Suffering”. Performático e multifacetado, o cara consegue trazer melancolia, desespero, raiva e empolgação, simultaneamente ou especificamente, dependendo aonde a música quer chegar.

Confira o clipe de “Take Me”…

“Rotting in Vain”, o single de estréia do álbum, revelou uma banda pesadíssima, agressiva, caminhando para um clímax hipnótico do meio para o fim da composição. Todo o peso a que me refiro parece ter sido incrementado por Brian “Head” Welsh. Pra quem não sabe, Head esteve afundado em drogas e em toda sorte de problemas pessoais, ressurgindo do limbo há poucos anos após se converter ao cristianismo. Parece que encontrar Jesus fez bem para o cara e, principalmente, para a banda. Seu retorno ao Korn há 3 anos atrás parece ter dado o “upgrade” que faltava à banda.

“Take Me”, o segundo single, mostra uma banda levemente mais contida, mas ainda movida a ódio concentrado. A pegada é forte e contundente, ainda marcada pelo peso dos riffs e da cozinha. Mas nem só de singles vive “The Serenity of Suffering”. Algumas outras faixas merecem destaque no contexto da obra, tais como “Black Is The Soul”, “A Different World” (interessante contraponto entre melodia e rispidez, contando com a participação de Corey Taylor, do Slipknot) e “Die Yet Another Night” (com interessantes vocais dobrados no refrão).

Confira o clipe de “Rotting in Vain”, com a participação do ator Tommy Flanagan (Sons Of Anarchy)…

Pois bem, dizem que esse “milho” é meio indigesto, mas nem tanto assim. Basta consumi-lo em doses homeopáticas que ele se torna bem palatável. Não sei se é possível haver serenidade no sofrimento, só sei que de emoções tão latentes e ambíguas é possível criar um grande álbum. “The Serenity of Suffering” (que título sensacional!) é a prova concreta disso. Confira agora!

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