ATUALIZANDO A DISCOTECA: Norah Jones, “Day Breaks” (2016)

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Norah Jones, “Day Breaks” (2016, Blue Note Records, Universal Music Brasil) NOTA:8,0

Norah Jones chega ao seu sexto álbum da carreira com auspícios de retomada do espírito jazzístico intimista e requintado, flertando com o Jazz/Pop do início da sua carreira já na faixa de abertura, “Burn”, onde a voz aconchegante de Norah vem envolta em sopros e notas amaciadas e groovadas de contrabaixo, além de um interessante desfile de arranjos ao piano. Na verdade, o deslizar ao piano será o guia do álbum, principalmente nas partes mais influenciadas pela roupagem clássica do Jazz, como em “Flipsisde”, que traz arranjos de Hammond e pianos duelando entre Brubecks e Hancocks, num groove sensual. Nesta faixa, fica clara a reciclagem de arranjos inerentes aos áureos tempos do Soft Rock, que se torna ainda mais evidente em “Tragedy”, onde o pop aparece sobrepujando o Jazz.

Confira Norah Jones executando “Flipside” no programa de Jimmy Fallon…

Desta forma, o estratagema utilizado nas composições é facilmente desvelado após estas canções, pois fica descarada a vestimenta jazzística dada a canções de apelo pop, com DNA Soft Rock. O requinte das diversas abordagens do Jazz, aliada a uma produção impecável, capaz de aclimatar o álbum numa morna tarde outonal, intimista e iluminada pelo por-do-sol. Neste momento, nada me tira da cabeça que ela se inspirou no álbum de versões jazzísticas para clássicos do Soft Rock que Diana Krall lançou em 2015, todavia, Norah foi mais à fundo nas características jazzísticas, abusando de partes instrumentais, mas sem muita ousadia.

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Norah Jones chega ao seu sexto álbum da carreira com auspícios de retomada do espírito jazzístico intimista e requintado, dando uma vestimenta jazzística a canções de apelo pop, com DNA Soft Rock, em meio a dois covers de jazzistas clássicos e um de Neil Young.

Pode parecer que o álbum soa morno e monótono, mas a verdade é que a proposta funcionou muito para alguns momentos, como nas três faixas já citadas e em “And Then There Was You” (com clima de fossa “sinatriana” da década de cinquenta), “Day Breaks” (um R&B classudo e de clima noir), “Once I Had Laugh” (com aromas musicais de New Orleans) e “Fleurette Africaine (African Flower)” (desfecho do trabalho com arranjos sinuosos e tribais, num cover de Duke Ellington). Além disso, “Peace”, cover de Horace Silver, não chega a ser um destaque na versão de Norah Jones, mas é a faixa que possui um maior purismo jazzístico do álbum, que fora dos destaques citados soa menor pela falta de versatilidade da abordagem, mesmo no cover para “Don’t Be Denied”, de Neil Young.

Uma ótima pedida para se ouvir à dois, num clima aconchegante e acompanhado de um bom vinho! Norah mais acertou do que errou desta vez!

 Confira o clipe para a faixa “Carry On”…

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