ATUALIZANDO A DISCOTECA: Broken Jazz Society, “Gas Station” (2016)

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Broken Jazz Society: “Gas Station” (EP, 2016, Independente) NOTA:8,5

Segundo eles próprios declaram em seu press release, “a linguagem da banda se constrói não somente a partir das coisas que nos afeiçoamos, mas também daquelas que não gostamos. Temos uma rejeição grande pelo virtuosismo. O Broken Jazz Society pode ser visto como uma sociedade de padrões quebrados. O termo “jazz” no nome da banda representa esses padrões, esse virtuosismo, e nossa música tem a função de fragmentar padrões.” E de fato assim o fazem neste EP, que traz três faixas que impressionam pela qualidade, liberdade e ousadia musical, sendo neste ponto que peço permissão para extrapolar a interpretação da palavra jazz.

Se por um lado o estilo representa o virtuosismo e o requinte dos grandes músicos, por outro ele abriu as portas para uma exploração musical quase libertina, principalmente na revolução elétrica do estilo após a era hegemônica do Cool Jazz. E o Broken Jazz Society se encaixa perfeitamente neste conceito jazzístico de exploração musical, pelas  vias minimalista, é fato, mas não se pode negar que desobedecem à todo instante os padrões do Stoner Rock, estilo que mais se aproxima em classificar sua música.

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O trio uberabense, formado por Mateus Graffunder (guitarra/vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria), apresenta um EP que soa como uma transição entre a sonoridade minimalista do primeiro trabalho e o futuro apontado pela pegada ousada baseada no Stoner Rock.

Todavia, esta não é a única “contradição” apresentada nestas faixas. O contraste da produção orgânica e crua, com timbragens mais ásperas, construindo arranjos e detalhes melódicos esmerados em composições arrojadas, é o tempero de praticamente todo este EP, que dá um sabor exótico além do usual. Claro que não descambam para o virtuosismo gratuito. Dão exatamente o que a música pede!

Aos meu ouvidos, este EP funciona exatamente como um ponto médio da continuidade na transição da linha lo-fi exibida em seu primeiro álbum, “Tales From Purple Land” (2014), para o próximo full lenght que está por vir, inserindo-os numa original formatação Stoner Rock, com pegada alternativa, guitarras bem moldadas, harmonizando peso e melodia, e donas de riffs sabáticos, baixo gorduroso e empoeirado, além de uma bateria encorpada, que ajudam a conjurar uma leve nuvem de psicodelia desértica noventista, transpirando originalidade.

Confira o clipe para a faixa “Riot Spring”, regravação do primeiro trabalho que trabalha linhas mais melancólicas e densas, por um baixo encorpado e cadencia envolvente.

Especificamente quanto as faixas, posso dizer que “Gas Station” traz um despojamento alternativo, riffs setentistas e um clima desert rock, enquanto “Mean Machine” é o mais próximo que a abordagem da banda permite para uma power-ballad, com espírito noventista e belíssimo trabalho vocal. Corroborando nossa observação quanto ao caráter metamorfoseante deste EP temos uma regravação para “Riot Spring”, do primeiro trabalho, que trabalha linhas mais melancólicas e densas, por um baixo encorpado e cadencia envolvente. Uma trinca variada e empolgante desfila em pouco mais de dez minutos de música.

Obviamente este EP me fará acompanhar mais de perto o trabalho deste ótimo power trio uberabense! E que venha o segundo álbum completo, pois este aperitivo musical me deixou ansioso pelo próximo prato principal!

 

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