ATUALIZANDO A DISCOTECA: Running Wild, “Rapid Foray” (2016)

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Running Wild: “Rapid Foray” (2016, Shinigami/SPV) NOTA:8,5

Mesmo que não seja uma banda unânime dentre os fãs de Heavy Metal, o Running Wild construiu uma sólida carreira, cravando alguns álbuns clássicos na história do estilo, como  “Gates To Pugatory”, “Under Jolly Roger”, “Branded & Exiled”, “Pile Of Skulls”, “Death Or Glory” e “Black Hand Inn”, onde desenvolvem sua temática estilizada, quase totalmente voltada ao alegórico universo dos piratas, tendo como capitão da nau alemã o lendário vocalista, compositor e guitarrista Rolf Kasparek, que também atende pela alcunha de Rock n’ Rolf.

Junto ao Saxon, quiçá, o Running Wild é a banda dentro do Metal Tradicional que menos sobrevive apenas do passado, com bons álbuns manejando seus tradicionalismos, sem ser datado, tendo neste “Rapid Foray”, terceiro trabalho de inéditas desde sua reformulação em 2012 (ou seja, são três álbuns em quatro anos, além deste ser o décimo sexto álbum de estúdio da carreira), uma continuidade da proposta dos dois trabalhos anteriores, com pouca ousadia, mas extrema competência dentro de seus conhecidos sete mares musicais!

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Capitão da nau alemã, o lendário vocalista, compositor e guitarrista Rolf Kasparek, que também atende pela alcunha de Rock n’ Rolf, compôs todas as faixas de “Rapid Foray”, além de ter registrado todas as linhas de baixo, forjando o melhor trabalho do Running Wild desde “Masquerade” (1995)…

Esta nova fase discográfica, iniciada em 2012, promove uma exploração de auto-referências, oxigenando sua formatação noventista, com guitarras pesadas sobre estruturas mais próximas ao Rock n’ Roll, aliadas a linhas vocais perfeitas para acompanhar uma mesa cheia, regada a rum, num navio que cheira a madeira envernizada e com cordas que estalam ao movimento do mar. Sei que soa clichê toda esta alegoria bucaneira, mas certamente esta será a imagem que se concretizará em seu pensamento assim que “Black Skies Red Flag” iniciar sua investida com riffs empolgantes, solo virtuoso, bateria tão explosiva quanto um canhão e refrão roqueiro.

 Confira o lyric video para a faixa “Black Bart”…

A austeridade do metal britânico, principalmente a apresentada nos clássicos do Saxon, vem com força total em faixas como “Warmongers”, “Blood Moon Rising” e “Black Bart” (essa com um pé no Power/Speed Metal), enquanto “Stick To Your Guns” (uma das melhores do álbum e que te fará inserir um AC/DC “turbinado” no convés onde rola esta esta festa), “Rapid Foray” (com refrão certeiro para os shows) e “By the Blood in your Heart” (composição festeira, de guitarras Hard, refrão bucaneiro e com detalhes tipicamente escoceses) se aproximam mais do Hard Rock, e “Hellectrified” faz uma mistura das duas abordagens.

Engrandecendo ainda mais o conteúdo do álbum, temos “The Depht of the Sea (Nautilus)”, numa clara referência à embarcação criada por Julio Verne em “20 000 Léguas Submarinas”, e “Last of the Mohicans”, uma faixa épica, inspirada no clássico de James Fenimore Cooper, com passagens “indígenas” e espetacular trabalho de guitarras à cargo de Peter Jordan. Destaque também para o belíssimo digipack da edição nacional oferecida pela Shinigami Records, realçando ainda mais o ótimo trabalho gráfico do álbum.

 Confira a faixa “Stick To Your Guns”…

Por fim, é sempre bom ver uma lenda do metal alemão como o Running Wild ainda vigorosa e preocupada em esmerar os detalhes de suas composições, como uma nau que se mantém fiel ao seu código de conduta mesmo após todas as vicissitudes e conflitos de sua jornada, conduzindo o ritmo de seu legado com toda a excelência que a maturidade de seu capitão fornece. Não descobriram um “Novo Mundo” metálico, mas ainda são bucaneiros altamente perigosos e eficientes dentro dos assaltos se propõem.

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