WES CRAVEN: 5 Filmes Pra Conhecer

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Um especialista do terror, Wes Craven foi professor de Ciências Humanas, graduou-se em psicologia, filosofia e língua inglesa, é mestre em Filosofia, e se tornou um dos mais reflexivos e eloquentes diretores de sua geração. Em 1972, já mostrava sua visão diferenciada para o gênero quando financiou o filme “Aniversário Macabro”, com um horror grotesco, mas muito inteligente que foi comparado ao clássico “A Fonte da Donzela”, do genial Ingmar Bergman. Sua inquietação social é refletida no modo como separa os núcleos de suas tramas e sua insistência em explorar os efeitos da violência. Sua maior contribuição à cultura pop, além da clássica máscara do assassino da franquia “Pânico” inspirada na obra “O Grito”, de Edvard Munch, foi apresentar ao mundo, nos anos 1980, o assassino Freddy Krueger, que retorna nos pesadelos de suas vítimas. Claro que nem tudo são flores na obra de Craven, afinal ele é o mentor do tenebroso “A Maldição de Samantha” (1986) e o duvidoso “Um Vampiro no Brooklyn” (1995), com Eddie Murphy. Craven faleceu em 2014, aos 76 anos, e hoje elegemos cinco filmes para adentrar em seu universo de horror…

1. “Quadrilha de Sádicos” (1977)

quadrilha-de-sadicosEste é o segundo filme de Craven, tão impactante quanto o primeiro, mas menos poético! Durante uma viagem de carro até a Califórnia, a família Carter resolve fazer um breve desvio. Para sua desgraça, acabam em uma isolada área de testes da Força Aérea norte-americana, habitada por um grupo de canibais primitivos liderados pelo mutante Júpiter. Não espere que este seja filme seja uma obra de arte cinematográfica, pois este é um dos últimos suspiros da liberdade e originalidade que o gênero experimentou na década de 1970, o que pode cair no desgosto das gerações mais novas. Fuja das sequências e do remake, mesmo os que possuem o dedo de Craven, pois nenhum possui o clima emblemático deste original de 1977.

2. “A Hora do Pesadelo” (1984)

Resultado de imagem para A Hora do PesadeloEste filme é um dos marcos da cultura pop oitentista, afinal, ele apresentou um dos maiores personagens do gênero terror da história do cinema: Freddy Krueger, um assassino que ataca nos sonhos, magnificamente interpretado por Robert Englund, que viria a se tornar um dos mais icônicos vilões do gênero, com seu rosto desfigurado e garras nas mãos. Na história, a jovem Nancy descobre que o assassino dos sonhos é, na verdade, um psicopata que foi queimado vivo muitos anos antes, após cometer uma série de assassinatos  de crianças. Nancy e seus amigos são filhos das pessoas que condenaram e prenderam Freddy, que agora está sedento por vingança, assombrando os sonhos de suas vítimas. Este é o pontapé inicial e o ápice de uma das mais prolíficas franquias cinematográficas do terror, tendo Freddy se tornado sinônimo de medo e um ícone da cultura pop.

3. “O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger” (1994)

a-hora-do-pesadelo-o-novo-pesadelo-gdbDez anos após “A Hora do Pesadelo”, Craven tem a genial ideia  de trazer seu vilão histórico para o mundo real, além de retomar a direção dos filmes da franquia. Resultado: diálogos quase reais e história bem escrita, além da melhor versão de Freddy Krueger que o cinema viu! Este já era o sétimo filme da franquia, quando Craven voltou a dirigir películas de seu maior personagem (apesar de ter escrito o roteiro dos  outros filmes), que havia morrido no filme anterior, “Freddy’s Dead: The Final Nightmare” (1991). Agora, uma entidade maligna tomou a forma de Freddy, e se lançou no mundo real quando o personagem foi morto no filme anterior, imergindo nos pesadelos da atriz Heather Langenkamp (Nancy), do ator Robert Englund (Freddy), e do criador da série, Wes Craven, e a partir daí volta a cometer assassinatos em sonhos. Um roteiro engajado e uma direção que tornam os cinco filmes entre as versões de Craven com diretor dispensáveis!

4. “Pânico” (1996)

20455845Esse filme talvez tenha tanta importância para o gênero nos anos 1990 quanto “A Hora do Pesadelo” teve nos anos 1980. Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra, morre. As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar. Acredito que poucos perceberam que este filme, na verdade, não era para ser assustador, mas sim para criticar uma abordagem do gênero que Craven ajudou a formatar. Os diálogos ao telefone ajudaram a limar alguns clichês do gênero com uma sátira disfarçada, entremeada por momentos mais sanguinários, todavia bem delineados para agradar uma geração noventista. Ao contrário do que fez com a franquia “A Hora do Pesadelo”, Wes Craven esteve à frente de todas as sequências de “Pânico”, como diretor.

5. “Voo Noturno” (1996)

20393713Quando a avó de Lisa Reisert morre no Texas, ela precisa enfrentar um de seus maiores medos: voar de avião! No retorno da viagem ela decide enfrentar o último voo disponível, mas uma tempestade forte causa o atraso na decolagem. Temperando este ótimo thriller somos apresentados a Jackson Rippner, um homem charmoso que está na poltrona bem ao lado de Lisa Reisert. Logo após a decolagem Jackson diz a Lisa que o motivo de estar naquele vôo é matar um poderoso político, que se hospedará juntamente com a família no hotel que ela trabalha em Miami. Jackson exige a ajuda de Lisa em seu plano, pois caso contrário um assassino contratado por ele irá matar o pai dela, o que depende apenas de uma ligação telefônica. A película não se preocupa em explicar quem está por trás da trama de assassinato, concentrando-se apenas na tensão que aflige Lisa e o modo como esta densidade emocional se transporta para o nosso lado, deixando-nos sem ar em alguns momentos, vem das mãos do mestre Wes Craven.

Menção  honrosa para o filme “As Criaturas Atrás das Paredes” (1991) e para as sequências de “Pânico”, que foi a franquia noventista que melhor teve continuidade dentro do gênero. 

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