ATUALIZANDO A DISCOTECA: Destruction, “Under Attack” (2016)

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Por Ricardo Leite Costa

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Destruction – “Under Attack” (2016, Nuclear Blast, Voice Music) NOTA:8,5

Uma das bandas mais emblemáticas do cenário Thrash alemão está de volta fuzilando tudo ao seu redor. “Under Attack”, já pelo título e arte da capa, revela uma temática bem pouco otimista, onde estamos em um mundo sob constante ataque, não só no sentido bélico da coisa, mas sócio-cultural também. Neste registro, o Destruction se mostra mais afiado do que nunca, investindo em composições intensas e encorpadas, orientadas por riffs e solos de guitarra demolidores, no melhor desempenho de Mike Sifringer dos últimos tempos.

A boa performance vale para todos e, em minha opinião, um dos grandes destaques do álbum é o vocal de Schmier. Se anteriormente ele se valia de uma voz esganiçada, estridente, que chegava a doer nos tímpanos, em “Under Attack” seus dotes vocais estão muito melhor explorados, numa tonalidade um pouco mais grave e dramática, trazendo ainda mais agressividade às músicas. Isso faz de “Under Attack” um autêntico artefato de destruição em massa.

 Confira o clipe para a faixa-título…

O Thrash Metal de raiz vigora do início ao fim, atingindo seu ápice em “Generation Nevermore” (repleta de riffs cavalgados e palhetadas alucinantes de Mike, confirmando o por quê do sujeito ser considerado um mestre no estilo), “Getting Used to Evil” (mais cadenciada, focada no peso e nas viradas de bateria sensacionais de Vaaver) e “Second to None” (Isso é Thrash Metal. O resto é perfumaria). Um disco como esse necessita de um desfecho grandioso, e para isso, nada melhor que uma versão matadora de “Black Metal” (Venom), influência escancarada do trio alemão, contando com a participação de Alex Camargo (Krisiun), complementada na seqüência pela regravação de “Thrash Attack” (originalmente lançada em 85, no disco “Infernal Overkill”), que mesmo sendo uma instrumental reflete o genuíno espírito Thrash Metal do grupo.

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Neste registro, o Destruction se mostra mais afiado do que nunca, investindo em composições intensas e encorpadas, orientadas por riffs e solos de guitarra demolidores, no melhor desempenho de Mike Sifringer dos últimos tempos.

Tá bom ou quer mais? Se tudo isso não bastasse, ainda temos uma produção cristalina, porém de acordo com a tradição da banda, que deixa todo o instrumental muito evidente, contudo sem nunca desvirtuar o peso e a rispidez tão peculiares ao Destruction. A banda segue mantendo sua reputação inabalada com “Under Attack”. Ainda bem que podemos confiar no Destruction. Essencial em qualquer coleção!

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