ATUALIZANDO A DISCOTECA: Artillery, “Penalty by Perception” (2016)

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Artillery: “Penalty by Perception” (2016, Metal Blade Records) NOTA:8,5

E o Artillery apresenta seu melhor álbum desde o ensaio de retorno em 1999, quando lançaram o heterogêneo “B.A.C.K.”. Após a reformulação, em 2007, seu ápice era o álbum anterior, “Legion” (2013), do qual este “Penalty By Perception” pode ser visto como uma continuação mais melódica e pesada! Àqueles que esperam um álbum que continue de onde o clássico “By Inheritance” (1990) parou, digo que este novo trabalho não irá matar seu desejo, mas duvido que irá ignorar esta fusão eficiente da brutalidade lapidada do passado, com a sonoridade moderna, que invoca espíritos antigos nas guitarras dos irmãos-fundadores Michael Stützer Hansen e Morten Stützer, cujos riffs e solos são os sustentáculos do álbum, junto à performance irrepreensível do excelente vocalista Michael Bastholm Dahl. Afinal, este trabalho é nada além de um legítimo álbum de Thrash Metal, melódico nos vocais e com guitarras e bateria agressivas.

Além disso, temos algumas faixas do passado, como em “Path of the Atheist” (um dos destaques), que data de 1981, assim como “Welcome to the Mind Factory” que foi composta para integrar “By Inheritance” (1990) e “Live By Scythe” (com seu Thrash/Heavy direto com guitarras curvilíneas), datada de 1987. Os sedentos por aquele Thrash Metal clássico, irão se regozijar com “In Defiance of Conformity”, “Mercy of Ignorance” (essa com ecos do Testament), “Sin of Innocence” e “Penalty by Perception”.

 Confira o clipe para a faixa “Live By Scythe”…

O trovejar dos riffs violentos e virtuosos que nos guiam por andamentos mortais irão fazer ferver o sangue daqueles que se emocionam com um Heavy Metal bem elaborado, que mescla a classe brutal do Thrash Metal europeu, com algumas linhas mais diretas, flertando com o punk, além de um espírito diferenciado na instrumentação, como algumas guitarras gêmeas e efeitos pontuais. O ápice desta ousadia moderna certamente está em “When the Magic Is Gone”, uma power ballad que abrilhanta o álbum, remetendo aos bons tempos do Metallica. A temática também evoluiu e, além de morte, guerra e religião, exploram a ciência, como em “Cosmic Brain”, que versa sobre a intrincada teoria das supercordas.

Não temos um novo “By Inheritance”, ou uma segunda parte de “Terror Squad” (1987), também não creio que fosse esse o objetivo da banda. Todavia, “Penalty by Perception” enaltece um Artillery que soube modernizar e amadurecer sua sonoridade, sem desrespeitar seu passado, ou apagar sua identidade musical.

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