ATUALIZANDO A DISCOTECA: Blackberry Smoke, “Like An Arrow” (2016)

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Blackberry Smoke, “Like An Arrow” (2016, 3 Legend Records, Earache Records)               NOTA:9,5

Estes americanos da Georgia são os melhores seguidores da tradição sulista eternizada pelo Lynyrd Skynyrd. Ou seja, temos vocais com atitude roqueira, mas embebidos de tonalidades country, guitarras em profusão e cozinha coesa que dita o ritmo cheio de emoções variadas. Todavia, seu álbum anterior, “Holding All The Roses” (2015) foi acusado de suprimir toda a emoção com uma excessiva lapidação que tirou a espontaneidade, numa clara formatação para atingir o mainstream. Nada que diminuísse a qualidade das canções, mas tiraram um pouco da rusticidades southern que dava charme às guitarras cruas. Um ano depois entregam “Like An Arrow”, com um Southern Rock classudo, de arranjos brilhantemente construídos, onde o bom gosto sobrepõe a rusticidade, elevando a proposta do trabalho anterior. Basta uma audição da balada “The Good Life” para perceber como estão manejando a abordagem mais acessível do álbum anterior numa produção menos polida.

Confira o clipe para “Sunrise In Texas”…

Não que esta tão falada rusticidade esteja ausente. Na faixa de abertura, “Waiting For The Thunder” já podemos perceber como ela será trabalhada, junto muita melodia advinda de um teclado sinuoso. Sim, continuam mais diretos e sem as viagens de “jam sesssions“, mais próximos à formatação clássica do Rock N’ Roll, com guitarras incisivas, cozinha ritmada, piano blues indecente e toques country, como mostram as festivas e irresistíveis “Let It Burn” “Wonkin’ For a Workin’ Man”. Ainda temos uma grande demonstração de ousadia nos arranjos bem humorados de “What Comes Naturally”, que brinca com sonoridades clássicas, e no Southern/Funk “Believe You Me”.

Confira uma performance ao vivo na Tv para a faixa “Waiting For The Thunder”…

Já “Running Through Time” reflete todo o amadurecimento da banda como compositores, numa elegante composição southern, assim como acontece em “Ought To Know” e “Ain’t Gonna Wait”, que mostram como ser acessível sem ser banal. Dentre os maiores destaques do álbum certamente estão a faixa título, num amálgama de Beatles com Lynyrd Skynyrd, a participação de Gregg Allman em “Free On The Wing”, e a melancolia sulista de “Sunrise In Texas”, oscilando do desabafo à fúria, numa faixa que sozinha já vale o álbum!

Certamente uma das melhores bandas de Rock da nova geração!

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