CHARLES BRONSON: 5 Filmes Para Conhecer

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Como diria o emblemático Senhor Madruga, em uma de suas muitas demonstrações de pura e límpida sabedoria popular, “o homem deve ser feio, forte e formal”! E isso define bem nosso personagem de hoje, Charles Bronson.

Longe de ser um rostinho bonito do cinema, ele foi um dos artistas mais famosos do mundo na década de 1970 e entrou para a galeria de personagens inesquecíveis, como o pistoleiro que viaja ao lado de um samurai, no imperdível “Sol Vermelho” (1971), ou Paul Kersey, o pai de família que se transforma em justiceiro para vingar a morte de sua esposa em “Desejo de Matar”, ou dos durões personagens de guerra e western.

A importância de Charles Bronson para o cinema figura ao lado de Clint Eastwood que, com seus filmes sobre justiceiros e policiais “sujos”, nas décadas de 1960 e 1970, estabeleceram uma linhagem que culmina na explosão do gênero Ação/Aventura na década de 1980 e 1990.

Hoje, vamos listar cinco filmes para conhecer a obra de Charles Bronson.

 

1) “SETE HOMENS E UM DESTINO” (1960)

Resultado de imagem para sete homens e um destino 1960Se “No tempo das deligencias”(Stagecoach/1939), de John Ford, foi o divisor de águas do western, dando tons artísticos e inteligência narrativa ao gênero, “Sete Homens e Um Destino” pode ser visto como o ponto máximo desta evolução dentro da história do cinema, aliada à excelência comercial que permearia o gênero em suas fases seguinte.

Sim, o filme é uma versão western do clássico “Os Sete Samurais”, de Akira Kurosawa, mas acabou se tornado um obra com alma própria e de sucesso dissociado à obra-prima do cinema oriental.

No que tange à Charles Bronson, foi o responsável por colocá-lo pela primeira vez em torno de grandes estrela de Hollywood, como Yul Brynner, Steve McQueen, Robert Vaughn e James Coburn.

Um grupo de pistoleiros que parte para defender uma aldeia mexicana dos assaltos periódicos perpetrados pelo vilão Calvera. Mesmo negligenciado nas listas de grandes obras do cinema, este filme é tão importante que marcou época e criou vários dos padrões e clichês do gênero.

 

Confira nosso post especial sobre o gênero faroeste no cinema, aqui

 

2) OS DOZE CONDENADOS (1967)

“Os Doze Condenados” é um filme bélico, mas também uma história de como todo homem esconde em seu íntimo um herói.

Um clássico dentre as películas ambientadas na Segunda Guerra Mundial, foi indicado ao Oscar, mas não ganhou, o que não o deixou de fora da lista de grandes clássicos do cinema.

No roteiro, um major americano é encarregado de reunir um grupo para uma missão suicida e vai procurar os integrantes para seu grupo dentre os prisioneiros condenados à morte.

Charles Bronson representa um destes prisioneiros, encarcerado injustamente, sério, calado e fiel, ele ganha a confiança do major e se torna o líder do grupo que tem John Cassavetes, Donald Sutherland e Terry Savalas, à época já veteranos do cinema de ação, formando um grupo de soldados feios, sujos, e malvados, treinados para atacar uma elite militar nazista que ocupa um castelo na França.

Este filme foi interpretado como uma crítica ao militarismo que conduziu à Guerra do Vietnã.

 

3) “ERA UMA VEZ NO OESTE” (1969)

Resultado de imagem para ERA UMA VEZ NO OESTE 1967 trailerEste é o clássico bangue-bangue à italiana que imortalizou o diretor Sérgio Leone. Para amplificar a excelência, trabalharam na trama Bernardo Bertolucci e Dario Argento.

Para muitos, Charles Bronson se apresenta em sua melhor atuação no cinema, vivendo um pistoleiro sem nome que ajudará a viúva Jill, numa história de disputa de terras, assassinato e vingança.

As aparições de Bronson são embaladas pelo som da gaita triste que ele mesmo toca e que surge como uma sombra que irá perseguir o assassino Frank (brilhantemente interpretado por Henry Fonda, em seu primeiro vilão).

Num ritmo mais lento que o usual dentro do western italiano, esta é uma obra-prima do gênero, carregada de lirismo e bom gosto na trilha sonora do genial Ennio Morricone. Resgatando a grandeza da era dourada do gênero, “Era Uma Vez no Oeste” traz uma carga emocional de ópera italiana, numa típica história de vingança.

 

4) “DESEJO DE MATAR” (1974)

desejo de matarNeste caso, considere uma indicação  para os cinco filmes da franquia. Bronson tinha setenta e quatro anos quando filmou o último ato da “série”, em 1994.

Ainda nos anos 1970 o primeiro “Desejo de Matar” conquistou principalmente os espectadores das grandes cidades que conviviam cotidianamente com a criminalidade cada vez mais em alta, sendo que Bronson figurou no cinema como um espelho do justiceiro que muitos desejavam que aparecesse na vida real.

Na trama, o senhor de meia idade interpretado por ele fica transtornado com a morte da esposa e o estupro da filha e, desiludido com a ineficácia da polícia, sai à caça dos bandidos, matando-os um a um.

Um clássico do cinema de ação, o primeiro filme da franquia é o mais “classudo” de todos, sendo que os outros foram sendo adicionados de brutalidade e violência na mesma proporção em que a numeração aumentava.

As vinganças ganhavam em crueldade e ficaram comuns cenas em que Bronson triturava, serrava ao meio ou empalava os bandidos. Um marco da testosterona cinematográfica!

 

5) “LUTADOR DE RUA” (1975)

lutador-de-ruaAos 54 anos e com uma forma física invejável, Charles Bronson encarna Chaney, um cara durão e ingenuo, que luta pelas ruas para fazer dinheiro durante a grande depressão americana, uma época de desemprego e dificuldades que faz as pessoas se virarem como podem.

Chaney embarca nas apostas das lutas de boxe, mas como lutador, para ganhar a vida na cidade de New Orleans e se destaca tanto que é levado para Nova York.

Muitos críticos enalteceram a atuação de Charles Bronson, classificando-a como sua performance definitiva, num filme cru e brutal.

 

MENÇÕES HONROSAS: “Fugindo do Inferno” (1963), onde ele vive um especialista em túneis num campo de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial, “O Passageiro da Chuva” (1969), filmado na França, mais “intelectual” e que ganha o Globo de Ouro, e “Kinjite” (1989), o filme com clássica cena que ele, com quase setenta anos, faz um bandido engolir Rolex.

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