ATUALIZANDO A DISCOTECA: Accept, “Restless and Live” (2017)

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Por Ricardo Leite Costa

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Accept: “Restless and Live” (2017, Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:10

A história do Accept se confunde com a do próprio Metal germânico, haja vista a importância da banda na consolidação do estilo e o pioneirismo na cena.

A emblemática formação, ao contrário de tantas outras, não passou por crises de identidade ou precisou se reciclar no decorrer dos anos para sobreviver.

Desde o final da década de 70, o Accept vem mantendo o nível, apostando no Heavy Metal de raiz como fio condutor de sua trajetória, e mesmo após a mais traumática das mudanças para qualquer banda -a do posto de vocalista -, o grupo não perdeu nem um grama da sua personalidade musical, aliás, se bobear, a banda só veio a se beneficiar nesse processo. A prova disso está em “Restless and Live”, sensacional registro ao vivo dessa nova fase (quer dizer, nem tão nova assim) do Accept.

Mesmo após mudanças na formação, o grupo não perdeu nem um grama da sua personalidade musical, aliás, se bobear, a banda só veio a se beneficiar nesse processo. A prova disso está em “Restless and Live”, sensacional registro ao vivo dessa nova fase (quer dizer, nem tão nova assim) do Accept.

Gravado no festival “Bang Your Head” (Alemanha) em 2015, onde foi escalado como headliner, o álbum duplo compreende faixas de todas as fases da banda. É tanto clássico reunido no mesmo lugar que chega a encher os olhos (e ouvidos, principalmente). Em uma noite particularmente inspirada, o Accept derrama sangue e suor em um set que beira a perfeição.

É redundância dizer que Mark Tornillo é o vocalista que a banda precisava. Não desmerecendo o baixinho cascudo, mas Tornillo nasceu para o cargo. Seu vocal rouco e potente engrandeceu às composições, dando uma carga extra de intensidade a músicas que por si só já são suficientemente empolgantes. E não é só isso! A banda toda parece estar com as baterias recarregadas, com Wolf Hoffmann e Herman Frank fazendo suas guitarras suarem, além de contribuírem com épicos “backing vocals”, que realçaram e encorparam ainda mais os refrãos.

 Confira a faixa “Fast As A Shark”…

A energia é intensa e, junto com a recepção pra lá de calorosa da platéia, faz a coisa fluir as mil maravilhas. O tratamento dado a produção é algo primoroso, que realçou o instrumental e deixou o Accept com um aspecto “vitaminado”.

A apresentação tem início com “Stampede”, faixa do recente “Blind Rage”, onde podemos perceber que a banda leva muito a sério seu oficio. Um início digno e pra lá de promissor, indicando que noite seria marcante, e certamente foi com “Starlight” e “Restless and Wild” na seqüência.

“Stallingrad” foi emocionante, com o coro da platéia em uníssono, principalmente no trecho do hino russo. Nenhum outro estilo musical consegue proporcionar momentos como esse. Em um set list amplo, abrangente, contando com 27 faixas, seria como se fosse uma retrospectiva da carreira do Accept, e de fato foi mesmo.

 Confira a faixa “Restless And Wild”…

Se você curte a fase clássica, esse disco foi feito pensando em você. “Son of a Bitch”, “London Leather Boys”, “Living for Tonight”, “Demons Night”, “Fast as a Shark” (talvez um dos maiores hinos já criados sob o rótulo Heavy Metal), “Balls to the Wall”, “Midnight Mover”, ou seja, é pra dar trabalho mesmo. Uma genuína celebração metálica, onde o fã é o convidado de honra homenageado. E como eu gosto de tocar fogo na lona circense, os clássicos da fase Udo “Donald” Dirkschneider, revisitados por Tornillo, ficaram incomparavelmente melhores, como se fossem criados pelo próprio Mark, em um dos raros casos onde o vocalista substituto leva vantagem em relação ao original.

 Confira a faixa “Pandemic”…

Eu poderia ficar aqui torrando a paciência do nobre leitor por mais umas três horas, mas deixo agora pra você tirar suas próprias conclusões acerca de “Restless and Live”. Detalhe: nunca fui fã de Accept, mas esse disco me fez mudar de ideia. Como passei tantos anos da minha vida sem dar o devido crédito a eles? É o tipo de disco concebido para o fã de Metal em geral, não só da banda.

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N.E.: Este álbum está sendo lançado no Brasil, via Shinigami Records, em uma belíssima versão em CD (duplo)+DVD que vale muito a pena ser adquirida.

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