LIVRO: “On The Road”, de Jack Kerouac

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Por Laira Arvelos

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Jack Kerouac: “On The Road” (1957, tradução de Eduardo Bueno, Editora Brasiliense)

“Jack, nós temos que ir e nunca parar de seguir enquanto a gente não chegar lá”
“Pra onde estamos indo cara? “
“Eu não sei, mas temos que ir”.

Trabalhei em uma biblioteca pública por três anos e sempre tive o bom ou péssimo hábito de me interessar por um livro de acordo com o perfil dos leitores, ou através de suas reações quando os devolviam. Confesso que o fato de muitos músicos buscarem “On the Road” despertou meu interesse, mas as reações eram sempre, assim, uma mistura de desânimo ou encantamento, ou eram indiferentes, ou era perceptível que algo havia acontecido após a leitura.

 

A história de On the Road fala sobre as aventuras de dois amigos, Sal Paradise e Dean Moriarty, cruzando os Estados Unidos através das estradas, relatando seus encontros, desencontros e descobertas. Na primeira vez que li o livro não tinha conhecimento de toda sua influência, mas a história já me interessava pela liberdade, poder e ingenuidade dos personagens, por todos detalhes e descrição de cada ‘parada’, ou novas pessoas que encontravam pelo caminho. É como se por alguns momentos você estivesse dentro daqueles caminhões, como se sentisse o vento, o cheiro, como se pudesse tocar o céu estrelado ou as pessoas.

A história de On the Road fala sobre as aventuras de dois amigos, Sal Paradise e Dean Moriarty, cruzando os Estados Unidos através das estradas, relatando seus encontros, desencontros e descobertas. Relata-se que Kerouac viajou sete anos vivendo todo enredo que deu origem ao livro…

Agradou-me a parte inicial do livro onde Saul, protagonista narrador, alter ego de Jean Louis Kerouac (1922-1969), deixa sua casa em Nova Jersey onde morava com sua tia e cruza os EUA para ir até Denver ver alguns amigos. Em Nova York encontra Dean, um ‘louco’ que transborda amor pela literatura, liberdade e Jazz. Juntos eles correm as estradas. Por muitas vezes senti a mesma sensação de quanto assisti Easy Rider (filme de 1969), aliás acredito que embora diferentes, podemos encontrar vários pontos semelhantes entre as obras: essa inquietação e descontentamento que parte de algo interno dos personagens, mas que alcança algo maior, que influencia toda uma geração.

Há muitas histórias e lendas sobre este livro, o que o torna mítico, chamado de “a Bíblia dos Hippies”, movimento que aconteceria um pouco depois, ou obra prima da “Geração Beat”, movimento principalmente literário criado após as inquietações da Segunda Guerra, onde os escritores podiam se expressar livremente, tudo com muita intensidade, regado a drogas, sexo e Jazz, não necessariamente só isso, sendo também um movimento social, onde se compartilhavam e defendiam histórias. Conta-se que Bob Dylan, Beatles e Jim Morrison foram influenciados pela obra.

Confira o trailer da adaptação cinematográfica de Walter Sales para o livro de Kerouac… 

Assim como forma de ser, relata-se que Kerouac viajou sete anos vivendo todo enredo que deu origem ao livro, a forma como é escrito é totalmente desconstruído, verborrágico, sem formalidades ou convenções. O livro original não tinha parágrafos ou pontuações, mesmo no livro editado é preciso um pouco de atenção para não se perder na história, a escrita acompanha o fluxo contínuo e o pensamento desenfreado do autor, como se estivéssemos realmente em uma viagem sem pausas.

Ao mesmo tempo que encanta, alguns momentos da leitura podem cansar, porque nos força a ler de uma forma totalmente diferente da qual estamos acostumados e também pelo místico Dean Moriaty que, com sua forma de ser, incomoda. Ele tem tudo em excesso, tudo nele transborda; transgride.

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Jean Louis Lebris de Kerouac (1922-1969), ou simplesmente Jack Kerouac, escreveu um livro mítico, chamado de “a Bíblia dos Hippies”, ou obra prima da “Geração Beat”. Morreu aos 47 anos, de cirrose hepática, deixando vinte livros de prosa e dezoito de ensaios, cartas e poesia.

“On the Road” é interessante para se conhecer uma época de contracultura onde muitos renunciavam aos valores de consumo do ‘sonho americano’, o que influenciaria movimentos futuros e a própria arte e literatura, nos fazendo pensar sobre o nosso dia a dia, nosso trabalho e nossas buscas por respostas ‘para alcança a profundidade’, aliás ‘é impossível chegar à profundidade’.

Uma leitura desconexa, sem uma grande ‘objetivo’, mas que ao mesmo tempo nos faz pensar tanto. Uma dose de bons personagens, cenários, jazz e espírito aventureiro, uma aventura nauseante, instigante e melancólica, um incentivo para que nos movemos sempre, afinal ‘a estrada, eventualmente pode nos guiar por todo o mundo’.

Boa leitura e por que não uma torta de maçã com sorvete?

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1 comentário Adicione o seu

  1. Victor H R Mendes disse:

    Parece ser uma viagem interessante…

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