ATUALIZANDO A DISCOTECA: Overkill, “The Grinding Wheel” (2017)

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Por Ricardo Leite Costa

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Overkill: “The Grinding Wheel” (2017, Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:9,0

No manual avançado do Thrash Metal, o Overkill é o autor do capítulo mais importante e referência bibliográfica nos demais. Mesmo não nascido no berço do estilo, a emblemática Bay Area de San Francisco, o quinteto de Nova Jersey protagoniza uma das mais férteis trajetórias do gênero, sendo um dos pilares de sustentação de todo um cenário.

O som violento e a atitude punk trazem ao Overkill uma característica muito própria. Aquele tipo de banda que você ouve poucos segundos e já sabe de quem se trata. Tudo isso graças também ao vocal inconfundível de Bobby “Blitz” Ellsworth, que deve ser patenteado, pois difícil encontrar algum similar nesse estilo sem soar uma mera cópia.

 Confira o clipe da faixa “Goddam Trouble”…

Muito bem, uma história de mais de três décadas de glórias, alguns percalços e muita determinação merecia um disco à altura como forma de comemoração. “The Grinding Wheel” é esse disco. Em seu décimo oitavo álbum de inéditas, o Overkill consegue soar épico e autêntico, e chega a impressionar como cinco senhores quase sexagenários conseguem manter uma pegada tão fulminante. Um exemplo a ser seguido por essa juventude bunda-mole.

A música continua cáustica, incandescente, repleta de groove e empolgante como nunca. Apesar de “The Grinding Wheel” apostar em alguns momentos pouco convencionais ao estilo da banda (ainda bem que são poucos), esse contraste entre a velha e a nova escola não denigre a sólida imagem do Overkill em momento algum. Trata-se apenas de uma banda veterana e consolidada na cena se adaptando a uma nova realidade. Apesar de tudo, “The Grinding Wheel” é um barril de pólvora Thrash aceso com pavio curto.

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No manual avançado do Thrash Metal, o Overkill é o autor do capítulo mais importante e referência bibliográfica nos demais. “The Grinding Wheel” é o seu décimo oitavo álbum de inéditas, conseguindo soar épico e autêntico.

Um disco pesado, abrasivo, repleto de riffs intumescidos e ferozes, em um dos melhores desempenhos da dupla Derek Tailer e Dave Linsk. Faixas como “Goddam Trouble” (quase Hardcore) e “Let’s All Go to Hades” (Thrash até não poder mais, com grande refrão e dinâmica intensa) comprovam o fato com sobras. D.D. Verni, o dono da coisa toda, continua esfolando seu instrumento, promovendo um genuíno massacre nas quatro cordas. Um som encorpado, denso, que preenche e conduz as composições, além de contribuir com vocais de apoio muito bem encaixados (o Overkill sempre foi uma banda preocupada com os refrãos, e os “backings” de Verni fazem toda a diferença nesse quesito). Certamente, um dos grandes baixistas do gênero.

Ron Lipnicki (baterista), o último a ingressar no time, se mostra cada vez mais a melhor opção pra banda. “The Long Road” e “Red, White and Blue” falam por si, momentos esses onde a bateria se torna um apêndice de seu próprio corpo, tamanho o domínio no instrumento.

 Confira o lyric video da faixa “Our Finest Hour”…

De “Blitz” não tenho muito o que falar a não ser que o cara é um sobrevivente. Além de ter superado o alcoolismo (que inclusive custou sua demissão da banda nos primórdios), sobreviveu a um derrame em pleno show ocorrido na Alemanha em 2002, além de vencer um tipo bastante agressivo de câncer, que causou quase a perda total de seu nariz. E o cara continua aí, com sua voz inigualável e mantendo a performance única, tendo o Thrash Metal como combustível e meta de vida.

Tudo isso faz de “The Grinding Wheel” um disco especial, que deve integrar a coleção não só de fãs da banda, mas de qualquer fã de música pesada em geral.

Em tempo: a versão nacional trás um cover sensacional para “Emerald” (Thin Lizzy). Chupa, gringaiada! Se bem que a edição japonesa traz também “Sanctuary” (Iron Maiden). Não se pode ganhar todas…

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