ATUALIZANDO A DISCOTECA: Karne, “Faith In Flesh” (2014)

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Karne, “Faith In Flesh” (2014, Quality Steel Records, Shinigami Records) NOTA:8,0

O Karne é mais um praticante das artes negras e extremas do metal. Oriundos da França, o quinteto foi fundado em 2011 pela vocalista Eingeweide (também vocalista da banda Darkarma, sob o nome de Celinda Bathory), e este “Faith In Flesh” é seu primeiro álbum, lançado em 2014, com uma formatação primitiva e ríspida do estilo, com esparsas, mas bem alocadas melodias, principalmente nas guitarras, que cortam a massa sonora com linhas soturnas, gélidas e rusticamente melódicas, dispensando arranjos sinfônicos com teclados. Neste contexto, “Faith In Flesh”, como um todo, é uma verdadeira aula de como entrelaçar de modo coeso melodia e agressividade sombria.

Com bastante personalidade em cada andamento e vociferação, podemos perceber que se inspiram em bandas como Mayhem, Emperor, Gorgorth e Dissection para compor suas peças musicais desesperadoras, que compõem uma marcha agressiva e impetuosa, fluida e despretensiosa, que consegue servir a dois senhores dentro do Black Metal: o tradicionalismo e a modernidade. Algo raro dentro do estilo, pois estes campos são bem delimitados com verdadeiras trincheiras entre os fãs.

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O Karne é mais um praticante das artes negras e extremas do metal, com bastante personalidade em cada andamento e vociferação, se inspirando em bandas como Mayhem, Emperor, Gorgorth e Dissection para forjar um impiedoso assalto de brutalidade, velocidade e melodia.

Estruturalmente, a sonoridade inspira mais temor do que reverência, longe da beleza e da harmonia, mas num lugar agressivo e ultrajante da música, que provoca paixão e fascínio, sentimentos tão carnais, na mesma medida.

Muito destas características são reflexo dos vocais rasgados de Eingeweid, que por vezes flertam com a forma do Death Metal, por sua timbragem mais encorpada que o estridente tão usual. Claro que a ofensiva metálica só tem este poder graças à solidez do trabalho técnico, pesado e hipnoticamente ritmado de Hraesvelg e Bael, respectivamente, baixista e baterista da banda.

Confira a faixa “C.R.U.D.”, com detalhes técnicos mais caprichados…

A produção, à cargo de Grind-Vince (que também mixou e masterizou o trabalho), é muito orgânica e precisa, lembrando a apresentada por bandas como Deafheaven e Woods of Desolation, conseguindo imprimir muito bem a personalidade musical, bem como exaltar todas todas as qualidades da banda, sem embolar as densas e brutais passagens instrumentais.

Desta forma, conseguem criar um clima desolado e infernal que envolve e impressiona o ouvinte, mas longe daquela via mais rota, capaz de tornar boas passagens em uma versão amorfa de chiado e Heavy Metal. Muito pelo contrário, principalmente nos destaques “The Mass Graves”, “Carnage Path”, “C.R.U.D.” (com detalhes técnicos mais caprichados) e “Gore Me”, podemos notar como o instrumental bem executado eleva o Black Metal causticante do Karne, que blasfema com imponência ao longo dos quase cinquenta minutos de “Faith In Flesh”. 

Aproveite que a Shinigami Records trouxe este petardo para o Brasil, pois este impiedoso assalto de brutalidade, velocidade e melodia merece um lugar na sua coleção.

 

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