ATUALIZANDO A DISCOTECA: Colin Hay, “Fierce Mercy” (2017)

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Resultado de imagem para Colin Hay, "Fierce Mercy" (2017)
Colin Hay: “Fierce Mercy” (2017, Lazy Eye Records, Compass Records) NOTA:9,5

Certamente mais conhecido no Brasil como a voz do Men At Work, Colin Hay lança o sucessor do excepcional “Next Year People” (2015), um álbum melancólico, mais acústico, singelo e elegante, que mostrou sua alta classe no artesanato da música pop, e que figurou entre a nossa seleção de melhores trabalhos daquele ano (confira-a aqui). “Fierce Mercy” é o nome do novo trabalho, décimo terceiro de sua carreira solo, ainda classudo nos detalhes, carregado de uma melancolia alegórica, mais dramático, épico, cinematográfico, dando uma nova roupagem às suas composições intimistas e tipicamente pop, como já fica claro nos arranjos de “Secret Love”, segunda faixa do álbum. Ainda com a voz familiar dos clássicos do pop/rock oitentista, nesta nova dezena de composições (a edição especial ainda conta mais três bônus), Hay se confirma como um dos nomes de sua geração que melhor soube se reinventar e trazer sua música a um novo patamar.

Ouça “A Thousand Million Reasons”… 

Ouça “A Thousand Million Reasons”, “Two Friends” e “She Was The Love of Mine”  e tente não se emocionar com suas melodias suaves e envolventes. Alguns momentos flertam com melodias pop/country, como em “Come Tumbling Down”, “The Best In Me” e “The Last To Know” (com backing vocals inteligentíssimos) que brilham pelo preciosismo dos detalhes em meio a acessibilidade, enquanto outras composições, como “Frozen Fields of Snow”, “I’m Going to Get You Stoned” “I’m Walking Here” (com uma fusão de funk/soul e reggae que tem a identidade do Men At Work na harmônia) se e enquadram na alma moderna da música pop de Hay, com melodias emocionais e foco em sua voz.

Resultado de imagem para colin hay fierce mercy

Ainda com a voz familiar dos clássicos do pop/rock oitentista, nesta nova dezena de composições (a edição especial ainda conta mais três bônus), Hay se confirma como um dos nomes de sua geração que melhor souber se reinventar e trazer sua música a um novo patamar.  

Dentre as bônus da edição especial, “I’m Inside Outside In” lembra vagamente os acordes do Men At Work, com detalhes de Hammond e toque de música americana, assim como acontece nas baladas “Blue Bay Moon” “Love Don’t Mean Enough” (sensacional!) que são ótimas faixas, merecendo registro na discografia oficial, mas que não se encaixam na proposta do set list oficial. Se puder, adquira a edição com estes bônus que valem muito a pena.

Confira Colin Hay na ABC interpretando “Come Tumbling Down”, acompanhado apenas de seu violão… 

Neste trabalho, as texturas acústicas abrasivas e/ou aconchegantes foram substituídas por arranjos de cordas, pianos e detalhes “mágicos” que emolduram versos confessionais, de um mago da música pop que conhece sua arte de modo a torná-la classuda e singela ao mesmo tempo, colocando-o entre um dos artistas mais relevantes de sua geração nos dias de hoje.

 

 

Anúncios

E aí? Curtiu? Conte-nos o que achou desta postagem, mas seja educado, por favor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s