ATUALIZANDO A DISCOTECA: Immolation, “Atonement” (2017)

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Por Ricardo Leite Costa

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Immolation: “Atonement” (2017, Nuclear Blast, Shinigami) Nota:9,5

Uma trajetória de praticamente 30 anos de bons serviços prestados à música extrema faz do Immolation uma das formações mais conceituadas do estilo. Essa trajetória é dividida em duas fases: a fase mais extrema, que durou até meados dos anos 90, e a fase mais pesada e técnica, que perdura até hoje. Em ambas, o que observamos é uma banda profundamente comprometida em duas linhas ideológicas: sua música e suas convicções políticas/religiosas.

Apenas dois membros remanescentes continuam na batalha, o que é de conhecimento de todos. Ross Dolan (baixo e vocal) e Robert Vigna (guitarra) permanecem gerindo a máquina Death Metal, mantendo uma boa frequência em lançamentos, e em 2017 fizeram o grande favor de lançar este que é um dos melhores discos desse fatídico ano. “Atonement” vem arrebanhando uma legião de novos seguidores e mantendo os já tradicionais. O que agrada logo de cara é o retorno do logo antigo, o que já demonstra uma volta às raízes. Na verdade, não é bem assim.

Uma trajetória de praticamente 30 anos de bons serviços prestados à música extrema faz do Immolation uma das formações mais conceituadas do estilo. Ross Dolan (baixo e vocal) e Robert Vigna (guitarra) permanecem gerindo a máquina Death Metal, e em 2017 lançaram um dos melhores discos de 2017:  “Atonement”.

“Atonement” reúne o melhor de dois mundos: uma porção generosa da intransigência de outrora com uma porção “tamanho família” da técnica e cadência atuais, trazendo para a nossa realidade um grande álbum, talvez o melhor desde “Unholy Cult” (na minha humilde opinião).

O universo satânico e blasfemo continua sendo explorado à exaustão, porém de forma muito mais filosófica e aprofundada. “Atonement” obedece um conceito e uma linha de raciocínio bastante próprios, com a banda desenvolvendo suas ideias de uma forma muito mais intensa e orgânica. Talvez por isso, o álbum em questão seja um dos mais sombrios e angustiantes da carreira do trio nova-iorquino.

Confira a faixa “Destructive Currents” em uma visualização em 360º da imagem da capa… 

A ambientação escurecida realça o poder de fogo do repertório e faixas como “The Distorting Light” (riffs dissonantes incríveis e uma quebradeira insana nos bumbos), “When the Jackals Come” (intercalando cadência e selvageria de forma primorosa), “Rise the Heretics” (um festival de ‘blast beats’, brutal e nostálgica) e “Epiphany” (vigorosa e hipnótica) destacam-se em meio a uma obra tão seminal do gênero.

É por essas e outras que “Atonement” se torna elemento obrigatório para qualquer entusiasta do Metal da Morte. Ahhh, e Steve Shalaty (bateria) só está aí para nos mostrar o quão insignificantes e inócuos somos como aspirantes a músicos. Simplesmente humilhante!

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