ATUALIZANDO A DISCOTECA: Biquini Cavadão, “As Voltas que o Mundo Dá” (2017)

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Biquini Cavadão, “As Voltas que o Mundo Dá” (Coqueiro Verde Records) NOTA:9,0

Sempre achei a banda Biquini Cavadão a mais interessante de sua geração que sobreviveu à virada do milênio. Dentro do Pop/Rock nacional, sua evolução sonora partiu do mais do mesmo oitentista dos dois primeiros álbuns para uma identidade calcada na voz abençoada de Bruno Gouveia, nas letras simples, mas com certa profundidade quando analisadas um pouco mais de perto, e nos detalhes diferenciados. Neste contexto, mesmo sem a equânime exposição e o hype do Capital Inicial nos dias atuais, sempre foram mais relevantes em seu nicho do que a banda brasiliense. E neste “As Voltas que o Mundo Dá”, a banda retoma algumas tonalidade mais melancólicas, mas de forma mais requintada e moderna, como bem apresentam as ótimas “Arco-Íris”, “Você Marcou”, “Descobrimentos” (de espirito folk e belos versos), “Nossa Diferença de Idade” (quiçá a melhor do álbum, com versos mais que interessantes e arranjos pop/soul/vintage), “Coragem” (momento em que o Rock N’ Roll dá as caras com vigor) e “Um Minuto com Você” (lindíssima peça folk que fecha o álbum). Belas composições, construídas sobre uma reformulação moderna dos tradicionais elementos da banda.

Confira o clipe oficial da faixa “Um Rio Sempre Beija o Mar”…

Este é o primeiro álbum desde “Roda-Gigante” (2013), décimo sexto da carreira, com doze novas músicas, diferentes entre si, mas seguindo alicerce tradicional da banda: um instrumental envolvente, fincado no terreno do pop,  cheio de detalhes de teclados e guitarra, criado para que Bruno desenrole sua ótima performance, quiçá sua melhor em estúdio na carreira do Biquini Cavadão, agora mais madura, contida e irrepreensível, fato bem evidente em “Como Eu Te Conheci”, “Para Sempre, Meu Amor”, ” Saudade é o Museu do Amor”“Soltos Pelo Ar”. Há também um inegável flerte com a psicodelia moderna, de tonalidades folk, que parece ser a nova zona a ser explorada pelo pop/rock, aqui muito bem desenvolvida por teclados que remetem à era clássica da psicodelia brasileira, como mostra o single “Um Rio Sempre Beija o Mar”.

Neste “As Voltas que o Mundo Dá”, primeira parceria com o lendário produtor Liminha, o Biquini Cavadão retoma algumas tonalidade melancólicas, mas de forma mais requintada e atual, com doze novas músicas, diferentes entre si, num inegável flerte com a psicodelia/folk moderna, que parece ser a nova zona a ser explorada pela música pop…

Um destaque importante vai para a produção. Pela primeira vez trabalharam com Liminha, lendário baixista dos Mutantes, e produtor de clássicos do Rock Nacional (Titãs, Paralamas do Sucesso, Ultraje A Rigor e Capital Inicial), que conseguiu retirar um som limpo, encorpado, e ainda assim orgânico, de instrumentação bem timbrada, e clima envolvente, num trabalho, que, no geral, se mostra multifacetado, brincando com diversas abordagens musicais, numa costura pop-rock-folk-psicodélica-melancólica que esbanja bom gosto, sem soar presunçosa.

Certamente, este será lembrado como um dos melhores trabalhos da carreira da banda.

Confira a faixa “Nossa Diferença de Idade”, quiçá a melhor faixa do álbum, com versos mais que interessantes e brilhantes arranjos pop/soul/vintage… 

 

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