ATUALIZANDO A DISCOTECA: Patria, “Magna Adversia” (2017)

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Por Ricardo Leite Costa

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Patria: “Magna Adversia” (2017, Soulseller Records, Heavy Metal Rock Records) Nota:10

O disco que vai colocar o Patria em pé de igualdade com os grandes nomes do gênero acaba de ser lançado. “Magna Adversia” é o reflexo de uma banda amadurecida, não só tecnicamente, mas espiritualmente falando. Neste trabalho, a banda consegue evoluir, sair do lugar comum, porém sem desconstruir em momento algum sua personalidade blasfema, e já posso me adiantar em afirmar, sem soar precipitado, que dificilmente algum disco do estilo lançado esse ano vai superar “Magna Adversia”.

Chamar o Patria de Black Metal hoje em dia não dá a real dimensão de seu potencial. Em uma música maldita, obscura, técnica e brutal, o Patria explora a real essência do Metal Negro elevando-o a um novo patamar.

“Magna Adversia” é um disco de extremos. Consegue soar belo, refinado e violento simultaneamente. E quando eu digo “belo” e “refinado” não me refiro a algo semelhante a essas bandas Black Metal sinfônicas (embora a banda faça uso de alguns arranjos nesse quesito), mas a uma nova forma de explorar a brutalidade de uma tal maneira que enxerguemos a beleza em meio a composições tão aviltantes.

Confira o lyric-video para a faixa “Axis” (grandiosa, soturna e melodicamente rude, com Mantus destruindo na guitarra)… 

Enumerar destaques em “Magna Adversia” é uma árdua tarefa. As faixas se complementam, por isso a audição do disco em sua totalidade é tão prazerosa. Ainda assim, “Axis” (grandiosa, soturna e melodicamente rude, com Mantus destruindo na guitarra), “Heartless” (Black Metal aos moldes tradicionais. Triumphsword vociferando com vontade) e “Porcelain Idols” (climática e variada) obtém destaque em meio a um indefectível repertório.

Além disso, um aspecto fundamental precisa ser comentado: pela primeira vez temos um baterista de verdade. O norueguês Asgeir Mickelson é um músico renomado, tendo tocado com gente do porte de Borknagar, Scariot, Spiral Architet, God of Atheists, entre outros, e trouxe à sonoridade do Patria uma carga extra de intensidade.

Chamar o Patria de Black Metal hoje em dia não dá a real dimensão de seu potencial. Em uma música maldita, obscura, técnica e brutal, o Patria explora a real essência do Metal Negro elevando-o a um novo patamar.

Sua performance é soberba, num misto de técnica e pegada exemplares. Isso torna “Magna Adversia” um disco vivo, orgânico. O belíssimo conceito gráfico a cargo de Marcelo Vasco, um dos mais conceituados do mundo, traz uma ilustração simples, com a característica conotação agnóstica adotada desde os primórdios pela banda, em tons brancos e cinzas, que casam perfeitamente com a atmosfera do álbum.

Bem, eu acho que já basta. Cansei de elogiar o disco. Faça um favor a si mesmo e corra atrás de “Magna Adversia”. É o Patria assumindo o posto de uma das maiores bandas de Black Metal do mundo, pois do Brasil já é faz tempo.

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