ATUALIZANDO A DISCOTECA: The Suicider, “Never Alive” (2017)

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The Suicider: “Never Alive” (2017, Molot Records) NOTA:8,0

Pouco conhecida no Brasil, a banda russa The Suicider investe numa linha interessante do Heavy/Gothic Metal. “Never Alive” é seu segundo álbum, que se mostra envolvente, sombrio e melancólico, com aquela vibe tradicional do Gothic Metal escandinavo tão popular na década passada. A banda foi formada por Mikhail Tatarinov em 2005, nas imediações de Moscou, e lançou seu primeiro álbum em 2011, intitulado “Death Surrounds”.

Confira o clipe da faixa “All I Want To…” 

“Never Alive” apresenta, entre peças mais cadenciadas e outras mais empolgantes, um Heavy Rock sujo, no âmbito geral, de riffs ganchudos, despojado na timbragem, detalhista nos arranjos e com um inegável acento gótico em suas sombras musicais, surgidas das frestas deixadas pelas mudanças de andamentos e solos empolgantes de Sergey Iliyn, que, em parceria com o vocalista e guitarrista Michail Tatarinov, criam um empolgante, áspero e melódico trabalho de guitarras. Completando a formação, temos o trabalho linear, mas consistente, de Pavel Alenchev e Maxim Konnov, respectivamente, baixista e baterista do The Suicider.

A banda russa The Suicider investe numa linha interessante do Heavy/Gothic Metal. “Never Alive” é seu segundo álbum, apresentando uma mistura interessante de Sentenced com Cryhavoc, num claro esforço de retrabalhar o saturado Gothic Metal da década passada…

A banda que mais me vem à mente enquanto escutava este trabalho, tomadas as devidas proporções e não por se apresentarem como um cópia, foi a saudosa banda finlandesa Sentenced. Mas vão além, pois a esta clara influência misturam melodias, principalmente, vocais, do Cryhavoc, com a sonoridade e clima do The 69 Eyes, alguns traços de Iron Maiden nas guitarras, e ambientação lúgubre mais acessível, para forjar onze faixas cinzentas e melancólicas, verdadeiras odes à depressão e ao suicídio, com irônicos refrãos grudentos, e detalhes esmerados que se acentuam nos destaques “2012”, “Nothing More” (com vocais mais ríspidos e teclados bem encaixados), “All I Want To…” (mais direta e com um groove empolgante), “My Last Wish” (ótima “balada” gótica) e “Epitaph”.

Confira o álbum, na íntegra, via Bandcamp… 

Apesar de praticarem um estilo saturado e datado ao ouvido de alguns, é digno de aplausos o esforço que a banda faz para oxigenar o Gothic Metal, com variações inteligentes de vocais e detalhes eletrônicos bem encaixados, em meio às guitarras pesadas e sombrias que delineiam o estilo. Ao mesmo tempo que sentimos uma pegada Gothic/Pop oitentista, somos açoitados com vocais Black Metal um pouco antes, sem que isso o resultado final se torne heterogêneo.

Indicado não somente para saudosistas, mas para quem curte toda a elegância gótica do Heavy Metal.

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