ATUALIZANDO A DISCOTECA: Profecia do Caos, “Pregação da Maldição” (2017)

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Profecia do Caos: “Pregação da Maldição” (2017, Independente) NOTA:8,0

Oriundos da cidade mineira de Poços de Caldas, a banda Profecia do Caos apresenta seu incisivo primeiro trabalho, colecionando mais vantagens do que desvantagens.

Intitulado de “Pregação Maldita”, o álbum traz “oito faixas de puro ódio e rancor”, numa temática quase conceitual, através de um discurso que desenrola uma moderna mitologia do caos, musicalmente construída sobre groove, brutalidade, e atitude, numa interessante versão do Deathcore.

Os primeiros segundos de “Intro/Profecia”, faixa que abre este álbum, já vai chamar a atenção pela da produção. Encorpada e orgânica, os andamentos chapados e groovados soam acachapantes, mas longe da saturação, ou do excesso de volume.

Claro que esta produção poderia ser melhor, mas se considerarmos que temos uma banda auto-produzindo seu primeiro álbum, lançado de modo independente, ouso dizer que está melhor produzido do que muitos álbuns de bandas renomadas por aí, afinal, conseguiram amplificar todos os pontos positivos das composições.

Se pensarmos que “Pregação Maldita” se trata do primeiro álbum da banda Profecia do Caos, definitivamente se saíram muito bem, afinal os problemas existentes são naturais destes primeiros passos, e facilmente corrigíveis ao longo da evolução da banda, além de colecionarem mais vantagens do que desvantagens. E o principal eles já transpareceram: garra, energia, honestidade e pensamento próprio!

Já nas primeiras faixas, a potência dos vocais mezzo guturais, mezzo gritados (na escola Black Metal) de Edu Kammer, se destacarão pela força que conferem à abordagem brutal, violenta e intrincada.

A velocidade está bem desenvolvida e harmonizada com momentos onde o peso, advindo da cadência, espanca nosso conformismo por versos incisivos, entoados em português, e acompanhados de linhas de guitarra virulentas, tempestuosas e cortantes.

Não pensem que exploram simplesmente uma amorfa musicalidade agressiva, ou cultuam o barulho sistemático gratuito. Existem pertinentes detalhes de engenhosidade instrumental (como na faixa-título), além de uma variabilidade que oxigena bem a proposta.

Confira a faixa “Olhos Vendados”… 

A virulência aqui serve de moldura musical para a mensagem confrontadora e instigante, claramente amarrada a um conceito profético de destruição, como o próprio título do trabalho expõe.

Enquanto “Olhos Vendados” e, principalmente, “Punição” vão te açoitar com uma dinâmica mais extrema, “Nostradamus” e “Pilhagem” vão assaltar sua sanidade com riffs mais tradicionais, geometria menos linear, mas sem diminuir a carga de atitude.

E por falar em riffs, aplausos para o guitarristas Natanael Leda e Fábio Basso que carregam nas tintas agressivas, mas também esfumaçam uma natureza melódica cheia de testosterona, além de alguns momentos mais sincopados e até mesmo atonais. O trabalho de ambos, muito bem sustentado pela cozinha de Fernando Mohammed (baixo) e Brenner Valverde (bateria), é o elemento principal desta ofensiva sonora que se encontra distante da modernidade estéril.

Confira a faixa “Pilhagem”… 

E dá-lhe mais golpes impiedosos em “Apocalipse de Ódio”, “Visões” (mais sincopada e trabalhada) e “Pregação Maldita”, que fecham o trabalho com toda a gravidade ctônica que emana de seus arranjos. Um tiro rápido e certeiro, esbanjando honestidade nas composições, e que pede por audições consecutivas .

Como um primeiro álbum, conseguiram se sair muito bem, afinal os problemas existentes (dentro da proposta, poderiam imprimir um maior esmero nas introduções e desfechos das faixas) são naturais nestes primeiros passos, e facilmente corrigíveis ao longo da evolução da banda.

O principal eles já transpareceram: garra, energia, técnica, honestidade e personalidade própria!

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