HQ: “O Ladrão da Eternidade”, de Clive Barker

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Clive Barker: “O Ladrão da Eternidade” (2006, Pixel Media)

Clive Barker é um especialista na manufatura de mundos oníricos, seja para o bem ou para mal, e “O Ladrão da Eternidade” é uma fábula ao melhor estilo clássico em sua primeira parte, onde o aroma de armadilhas se mostra incisivo nos primeiros desenvolvimentos. “O Ladrão da Eternidade” é apresentada como “tudo aquilo que Harry Potter sempre sonhou ser, mas sempre teve medo de imaginar”. É um livro dedicado ao público infanto-juvenil, mais leve do que o habitual em suas obras, fortemente baseado na magia, e onde constantemente é soprado aos nossos ouvidos mentais: “tem algo errado aí!”. 

Criada por Clive Barker à partir do conto “A Casa de Férias”, essa história nasceu em 1992 e foi adaptada em quadrinhos no ano de 2006, sendo um conto sobre tornar-se adolescente em um mundo de fantasias, vendida para a editora por apenas um dólar. Esse preço foi estipulado pelo próprio autor que confessou ter escrito esta história em três meses, “porque era uma história que eu queria contar”. Na trama, o pequeno Harvey vai parar na Casa de Férias, um lugar onde todas as estações do ano acontecem em um único dia e onde os sonhos viram realidade de imediato, mas a um preço alto. Afinal, aqui a magia é real e cobra seu quinhão.

“O Ladrão da Eternidade é tudo aquilo que Harry Potter sempre sonhou ser, mas sempre teve medo de imaginar”.

Com a beleza gráfica original e rústica de Gabriel Hernandez, a arte não apenas ilustra a narrativa, mas também se tora parte dela pela grande ambientação lúdica que confere à trama sagaz e envolvente de Barker, em um contexto mais onírico e menos brutal, desenvolvida em capítulos curtos. O mundo do Senhor Hood e suas Casa de Férias é descrito e ilustrado com muita habilidade, um lugar cheio de milagres e felicidade, onde a infância é vivida plenamente por um preço caro, com o clima lúdico bem temperado pelo perigo inerente a um imóvel fantástico que existe há centenas de anos, atraindo um sem número de crianças.

Existe muito do próprio autor neste história.  Harvey Swick, que é uma projeção do infante Clive Barker entediado, que buscou na sua cinzenta Liverpool dos anos 1950 o fevereiro cinzento para sua história. Por fim, quero destacar dois detalhes importantes e extremamente inteligentes: 1) Tudo se passa sem especificar qual o ano da trama , possibilitando entender a passagem do tempo por elementos gráficos específicos; e 2) o quarteto de vilões, formado por Carna, Jive, Rictus e Marr é espetacularmente  delineado!

Obrigatório!

Confira todos os nossos textos sobre Clive Barker, aqui

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