ATUALIZANDO A DISCOTECA: Frowning, “Extinct” (2017)

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Frowning, “Extinct” (2017, Black Lion Records) NOTA:4,0

O que temos em “Extinct” é o mais puro e sorumbático Funeral Doom Metal, manufaturado pelo Frowning, uma one-man-band capitaneada pelo multi-instrumentista alemão Val Atra Niteris (Ad Cinerem, Heimleiden), que toca todos os instrumentos e ainda desfila toda a podridão mórbida de seus vocais sepulcrais. Ainda temos as participações de Stanislav Govorukha(Suffer Yourself) e Hekjal (Ad Cinerem, Hatul e ex-Temple Of Oblivion), que também fazem parte da versão ao vivo do Frowning. Formado em 2011 este projeto já lançou dois álbuns completos e alguns singles, além de um split ao lado dos ingleses do Aphonic Threnody. O primeiro trabalho, “Funeral Impressions” (2014), se destacou dentro do cenário de iniciados do estilo, levando a banda a assinar um contrato com a gravadora sueca Black Lion Records, por onde lançam este segundo trabalho seguindo o padrão do álbum anterior, com atmosfera melódica gélida, passagens limpas e melancólicas e vocais grunhidos como se viessem de outra dimensão abissal.

 Confira a faixa “Encumbered By Vermin”…

Mesclando passagens climáticas com o peso, ao longo de pouco mais de uma hora, este álbum nos traz cinco músicas, ou seja, a extensão das faixas é longa, o que torna a audição cansativa, pois, mesmo com alguma variação nos arranjos por essa oscilação de abordagens, a geometria musical da banda é regular e previsível, provocando sono ao invés de viagens obscuras.

Já em “Nocturnal Void”, faixa de abertura com seus quase dez minutos de mesma cadência e vocais “cthullianos”, você estará satisfeito e pedirá para trocar o disco! Afinal, tudo é construído com a intenção de hipnose pela musicalidade periódica e lenta, sem solos ou detalhes que te tirem do transe, ou que te faça perceber que já começara a segunda faixa “Encumbered By Vermin” (com seus mais de onze minutos da mesma abordagem da faixa anterior). E esta sensação de “estar ouvindo a mesma música seguirá até o desfecho com “Frederic Chopin Marche Funebre”, após passarmos pelos vinte minutos angustiantes de “Buried Deep”. 

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O Frowning é uma one-man-band capitaneada pelo multi-instrumentista alemão Val Atra Niteris (Ad Cinerem, Heimleiden), que toca todos os instrumentos e ainda desfila toda a podridão mórbida de seus vocais sepulcrais.

Creio que dentre os subgêneros do Heavy Metal, este é o mais perigoso, pois, ou se cria uma obra-prima da melancolia sorumbática, ou se cai no limbo maçante da repetitividade. E, infelizmente, a construção pouco engenhosa faz com que o alongado das faixas torne tudo muito repetitivo e sem alma, como se a cadencia fosse calculada (em alguns momentos de tem a nítida sensação de a banda vai parar de tocar) e os vocais, que deveriam ser macabros, acabam irritando. Dá pra ser atmosférico, gélido, sorumbático e sepulcral por vias mais emocionais e eficientes.

PRA QUEM GOSTA DE: Pantheist, Ahab, Skepticism, Evoken e Revelations of Rain 

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