ATUALIZANDO A DISCOTECA: Stonex, “Seeds Of Evil” (2014)

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

stonex2bcapa
Stonex: “Seeds of Evil” (EP, 2014, Independente) NOTA:8,0

Acredito que dificilmente errará em sua suspeita sobre o estilo praticado pelos sergipanos do Stonex. Seja pela capa ou, principalmente, pelo nome da banda. Sim! Stoner Metal/Rock… Mas calma! Eles saíram da mesmice por uma dose extra de personalidade.

Com um trabalho melódico muito bem construído ao longo das quatro faixas que compõem este EP, somos apresentados a um Stoner calcado nos primórdios do Heavy Metal, com aquela pegada sabática que caracteriza o gênero, aliada a uma intransigência melódica do Hard Rock setentista.

Esta sonoridade tão característica pode ser creditada aos vocais particulares de Pedro Ramon Guerreiro, fundindo Alice Cooper, Blackie Lawless e Lemmy Kilmister. Um timbre vocal que tempera as faixas, como evidenciam os destaques “Maggots In My Brain” (também presente na coletânea “Roadie Metal 9”. Saiba mais, aqui) e “Electric Sky”, que escancaram influências naturais de Mountain, Black Sabbath, e Blue Cheer.

Todavia, também experimentamos algo de Blue Oyster Cult (principalmente em algumas harmonias de guitarra, e passagens mais trabalhadas), e da NWOBHM, como Iron Maiden dos primórdios, Judas Priest (em algumas linhas de guitarra mais inflamadas) e Diamond Head, além de uma certa sujeira punk. Todo o escopo que serviu de influência para o nascimento do Thrash Metal, o que explicaria a constante sensação de “onipresença proto-Thrash” ao longo do EP.

Confira a faixa “Maggots In My Brain”… 

A timbragem rústica, e a produção (à cargo da própria banda em parceria com Riqueza) crua e honesta obviamente fazem parte do clima que o Stonex quer construir em torno de si, mas dá pra melhorar um pouco este quesito, sem perder a essência.

Além disso, dentre os destaques individuais, junto ao baixo de Atílio Bass que sustenta todas as harmônias com segurança, é impossível não destacar o trabalho de Marcelo Hazz nas seis cordas, capaz de assustar pela força e incisividade, e de envolver pelos solos bravios e melodias abrasivas.

Além de muito potencial e destreza no gênero que se enquadram, este EP mostra uma banda já com uma identidade! Falta só aparar algumas poucas arestas…

 

Anúncios

E aí? Curtiu? Conte-nos o que achou desta postagem, mas seja educado, por favor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s