ATUALIZANDO A DISCOTECA: Snakecharmer, “Second Skin” (2017)

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Snakecharmer, “Second Skin” (2017, Frontiers Music srl) NOTA:8,5

Quando, em 2013, o Snakecharmer pôs seu auto-intitulado primeiro álbum à disposição, chamou a atenção, primeiramente, pela sua formação, um verdadeiro supergrupo capitaneado pelo guitarrista Micky Moody e pelo baixista Neil Murray, ambos veteranos e membros de uma das melhores fases do Whitesnake, que gravou álbuns como “Lovehunter” (1979), “Ready an’ Willing” (1980),  “Come and Get It” (1981), e “Saints & Sinners” (1982).

Além da dupla, ainda tínhamos músicos do calibre de Laurie Wisefield (guitarrista – Wishbone Ash), Harry James (baterista – Thunder, Magnum), Adam Wakeman (tecladista – Ozzy Osbourne), e Chris Ousey (vocalista – Heartland), que compunham o grupo de artesãos do Rock Clássico, que misturavam Blues e Hard Rock inglês, com toques de AOR, numa fusão de Bad Company e Foreigner, às óbvias influências de Whitesnake.

“Second Skin” é o segundo álbum da banda, onde vemos que junto aos tradicionais elementos do Melodic/Hard Rock, temos um acentuado tempero R&B sulista, com linhas de teclados que simulam naipes de metais, e backing vocals que flertam com a estética gospel. Ou seja, aquela sonoridade classuda do Hard Rock inglês com o AOR, foi renovado pelas raízes americanadas do Rock N’ Roll.

Confira a faixa “That Kind of Love”… 

E “Sounds Like A Plan”, faixa de abertura, já mostra que aquele Melodic Rock, com pegada bluesy, refrãos bem articulados e guitarras classudas, está presente e desenvolvido de modo multifacetado em faixas como “That Kind Of Love” (mais cadenciada e envolvente), “Are You Ready To Fly” (mais trabalhada dentro das fronteiras da ascendência do Whitesnake), e “Hell Of A Way To Live” (mais densa e com leve tempero oriental).

Esta nova face do Snakecharmer pode ser reflexo da saída de Moody, em 2016, sendo substituído pelo guitarrista irlandês Simon McBride, dono de uma bagagem recheada de influências do Blues, Soul, e, obviamente, do Rock, fazendo deste segundo trabalho uma mostra da época em que o gênero era feito com coração e alma, como escancarado na ótima “Forgive & Forget”, com direito a doses homeopáticas de piano blues.

Confira a faixa “Punching Above My Weight”… 

E nesta viagem, os detalhes de teclados são tão importantes quanto as guitarras, de onde emana um trabalho cheio de feeling, ou quanto os vocais fascinantes, ou a cozinha que serve de alicerce para as composições.

Além disso, ouça as power ballads “I’ll Take You As You Are” e  “Fade Away” (dona de uma melancolia bluesy, tão classuda quanto emocionante), ou a estradeira “Punching Above My Weight”, e reverencie todo o sentimento e técnica de Chris Ousey.

Todas as composições são trabalhadas em minucias, mas sem perder a pegada roqueira, ou a alma livre tão atrelada ao estilo. Pegue faixas como “Are You Ready To Fly” (mais trabalhada dentro das fronteiras da ascendência do Whitesnake), “Dress It Up” (com aquela cadência maliciosa do Bad Company), “Where Do We Go From Here” (épico desfecho) e “Follow Me Under” (com uma pegada à lá AC/DC, fundida a teclados proeminentes e refrão AOR), por exemplo, que brincam destemidamente com tradicionalismos variados do que convencionamos a chamar de Rock Clássico.

Confira a faixa “Follow Me Under”… 

No saldo final, temos um álbum com um Hard Rock mais forte se comparado ao primeiro trabalho, com sólidas raízes nos gêneros que forjaram o Rock, pinceladas melódicas do AOR setentista, e mantendo a pegada classuda da herança do Bad Company e do Whitesnake, oxigenando a formatação britânica do Hard Rock.

O Snakecharmer, em “Second Skin”, misturou eras do Classic Rock, transitando das formatações oitentistas para as setentistas, e vice-versa, de modo fluido e altamente divertido, sem pretensões além de aplacar o desejo dos saudosistas.

Pode adquirir sem medo, e depois de ouvir até cansar, com certeza ele se encaixará confortavelmente ao lado do “Rip It Up”, do Thunder

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