ATUALIZANDO A DISCOTECA: Vorgok, “Assorted Evils” (2016)

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Vorgok: “Assorted Evils” (2016, Independente) NOTA:8,0

Vorgok é um neologismo criado para definir a coleção de todos os males praticados pela humanidade, passados, presentes e futuros, e que batiza uma banda oriunda do Rio de Janeiro que veio pintar a cidade maravilhosa pelas cores obscuras e brutais do Thrash Metal oitentista, com pinceladas do Death Metal americano.

Fundada em 2014, já em 2016 apresentou “Assorted Evils”, seu primeiro álbum, que se destaca pela produção impecável e extrema destreza no estilo que decidiram praticar, enegrecendo certos tradicionalismos pelo feeling atemorizante onipresente ao longo do álbum, que emerge das letras versando sobre temas como a intolerância, a manipulação, a opressão, o extermínio das espécies, os direitos dos povos do Terceiro Mundo, ou seja, os demônios reais com os quais convivemos todos os dias.

Confira o webclipe para a faixa “Hunger”… 

Formada por Edu Lopez (guitarra e voz; Anschluss, ex-Necromancer, ex-Explicit Hate), João Wilson (baixo), Bruno Tavares (guitarra; Demolishment) e o incansável Jean Falcão (bateria; Absolem, Dark Tower), a banda Vorgok impressiona pelas mudanças clínicas de andamentos, as precisas evoluções instrumentais, e as linhas vocais certeiras que empolgam como os antigos clássicos do Thrash Metal faziam, seja pela velocidade, pela brutalidade, ou pelo classicismo.

Ao longo das dez faixas, impiedosamente dispostas ao longo de trinta e seis minutos, são óbvias as remissões a Slayer, principalmente em faixas como “Deception in Disguise”, “Antagonistic Hostility”, e “Headless Children”  que têm uma geometria impossível de não ser associada aos deuses norte-americanos do Thrash Metal, principalmente pelas linhas vocais angustiantes, mas cuja timbragem e produção não permitem que soem como um cópia, pois usam o conteúdo latente dos clássicos como ponto de partida para suas composições.

Confira o lyric video para a faixa “Kill Them Dead”… 

Sem dúvidas, estes caras são fãs de Slayer, mas não fiam apenas pela cartilha do lendário quarteto norte-americano, pois experimentamos detalhes de Dark Angel, Kreator, Destruction, Sodom e Sepultura, ao lado de Death, Autopsy, e Massacre, mas a banda não se restringe a um Frankenstein de mimetismos, inserindo molduras modernas para o panorama de sua obra, com personalidade e voz própria, eloquentes pelos arranjos e andamentos dinâmicos, de solos e riffs viscerais, e altíssima técnica instrumental.

Neste contexto, se destacam a iracunda e rápida “Hunger”, a trabalhada “Kill Them Dead” que provoca um verdadeiro amálgama de suas influências, “Last Nail In Our Coffin”, “Mass Funeral At Sea”, e “Hell’s Portrait” com os dois pés no Death Metal, além de “Man Wolf To Man” e sua variação de andamentos, que não recusam a violência ou as perversões musicais.

Confira o álbum na íntegra, via Youtube… 

Em resumo, musicalmente temos a técnica e precisão do Thrash Metal, com a agressividade e dinamismo do Death Metal norte-americano, forjados sobre o fogo da modernidade, num resultado perturbador.

Quando se escolhe um gênero para se trabalhar dentro do Heavy Metal tem-se dois caminhos à disposição: reinventá-lo, ou praticá-lo com empenho, empolgação e energia. E o Vorgok se orgulha de caminhar na segunda opção com a eficiência de poucos hoje em dia, compondo Thrash Metal, para fãs de Thrash Metal!

 

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