ATUALIZANDO A DISCOTECA: Woolloongabbas, “A Nossa Vida é Muito Mais Bem Vivida” (2015)

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Woolloongabbas
Woolloongabbas: “A Nossa Vida é Muito Bem Mais Vivida” (2015, Monstro Discos) NOTA:10

Sim! Dei nota máxima para este disco de capa engraçada, de uma banda com nome estranho. Pelo simples fato de que aqui temos Rock N’ Roll com atitude, guitarras e letras sacanas, como sempre deveria ser! Pelo simples fato de que este álbum é um remédio para qualquer tédio ou espírito depressivo! Pelo simples fato  de que estas músicas restauram a essência do Rock oitentista nacional! Pelo simples fato de ser muito bom! É Rock brasileiro, com sabor etílico de Classic Rock, com versos sarcásticos e bem sacados sobre os clichês do “cotidiano de um desajustado”.

Confira a faixa “Vou Chegar Embriagado”… 

Oriundos de Goiania, se apresentam como o melhor nome australiano da cidade. De fato, se soubermos que Woolloongabbas é o nome de um subúrbio de Brisbane, na Austrália, não há como refutarmos essa afirmação.

Além do mais, as influências de AC/DC são nítidas e inquestionáveis (ouça “Vou Beber”, “Darlene” e “Bar do Seu João” – essa última, uma triste história cotidiana), pelo baixo pulsante, bateria sincopada e guitarras inflamadas, à la irmãos Young, com solos que beiram o Hard Rock.  E, recentemente, aprendemos que quando se fala em Angus Young, se fala de seu professor, Chuck Berry.

Confira aqui nosso texto sobre o legado de Chuck Berry. 

E a banda não esqueceu disso quando se autoproclama uma banda cafajeste. “Como cafajestes foram  Chuck Berry e Elvis Presley, entendeu? “ Entendi perfeitamente, principalmente pelos maliciosos traços de Punk Rock (ouça “Vômito no Cabelo”),  rythm & blues, surf music, rockabilly e Rock moderno espalhados pelos arranjos de faixas como “Minha Vida”, “Ressaca” “Rock’n’Roll e Sexo” (essa com versos impagáveis!).

É impossível não recitar o mantra stoneano “I know it’s only rock ‘n’ roll but I like it” enquanto estas odes sacanas aos boêmios desajustados, estes louvores ao Rock N’ Roll, são desfilados, feitos de modo muito simples, mas muito empolgante, cujo grande mérito se encontra nas letras cruas, honestas e diretas.  Em contrapartida, temos muito do DNA roqueiro brasileiro oitentista (como fica mais evidente em “Preciso Disso”“Tô Saindo”), claramente evoluído para ser apresentado décadas depois.

Confira a faixa “Bar do Seu João”… 

Este é o terceiro álbum da banda, produzido por Gustavo Vasquez, que claramente, no conjunto geral, busca as influências mais simples e rústicas do gênero, com despojamento e liberdade poética punk, além de nomes como Rolling Stones (como na ótima “Última Vez”), AC/DC, Ultraje à Rigor, Made In Brazil, e Barão Vermelho.

Ou seja, temos um Rock N’ Roll deliciosamente inconsequente, altamente inteligente dentro de sua simplicidade instrumental, com pontuais passagens elaboradas refletindo músicos gabaritados que estão praticando a música que gostam (ouça “Vou Torrar Todo o Meu Dinheiro”), aliados a linhas vocais que se encaixam perfeitamente na proposta.

Quando te disserem que no Brasil não tem Rock N’ Roll, esfregue esse álbum nas fuças do desavisado, pois aqui o guia é o Rock N’ Roll com atitude, guitarras e letras sacanas, como sempre deveria ser!!!!

Anúncios

E aí? Curtiu? Conte-nos o que achou desta postagem, mas seja educado, por favor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s