ATUALIZANDO A DISCOTECA: Louder, “Take One” (2016, EP)

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Louder: “Take One” (EP, 2016, Independente) NOTA:8,5

Eis que o Louder vem mostrar que nem só de Metal Extremo vive a cena do sul do Brasil. Oriundos de Veranópolis – RS, o quinteto apresenta seu primeiro EP, intitulado “Take One”, com muita qualidade dentre as  cinco composições que transitam pela prisma do Hard n’ Heavy das décadas de 1980 e 1990, com pinceladas alternativas e modernas, demonstrando esmero e uma particular alquimia de suas influências.

De cara, com “Last Memory”, experimentamos um Hard Rock moderno, de sabor alternativo, crú e com ótimas linhas vocais, onde percebemos que o quinteto sabe como construir melodias envolventes, mas sem ser grudentas em demasia. Aliás, esta “grudência” tão comum no Hard Rock, é trocada por um atrativo acinzentado cosmopolita.

Confira o clipe da faixa “No More”… 

Tanto as linhas de guitarra quanto as vocais são trabalhadas neste contexto, num Hard n’ Heavy quase distópico, de onde emerge uma faixa como “Temple of Desire”, com ótimos efeitos e um groove “grungeado”, mostrando versatilidade já na segunda faixa, com variabilidade inteligente dos arranjos, e um resultado diferenciado, mas familiar e envolvente.

Já nestas duas composições percebemos que a banda possui potencial e talento em seu instrumental coeso, mas o trabalho do vocalista Kid Sangali se destaca nas composições concisas, bem feitas e variadas, bem desenhadas por uma produção bem contextualizada ao estilo da banda, evidenciando suas qualidades, à cargo  do baixista Ricardo Ledur Gottardo ao lado do co-produtor Maninho. Num primeiro momento, a produção pode soar suja em demasia, mas me pareceu que este contorno é parte do arcabouço estílico da banda, pois é possível delinear cada detalhe de cada instrumento.

A banda Louder vem mostrar que nem só de Metal Extremo vive a cena do sul do Brasil, com seu primeiro EP, “Take One”, transitando pelo prisma do Hard n’ Heavy, com pinceladas alternativas e modernas, demonstrando esmero, uma particular alquimia de suas influências, potencial e talento em seu instrumental coeso…

Aquela segunda faixa já deixa claro o controle do peso que a banda pratica, equilibrando-o com as melodias nada afetadas, e com certos trejeitos modernos, o que também acontece, mas numa direção mais roqueira, de raiz quase sulista, em “Cooper’s Synapse”, evidenciando ainda mais o trabalho de Sangali e do baixista/produtor que consegue engordurar e dar corpo aos andamentos, bem como no desfecho com as faixas “No More” “Blind Faith (Part I)”, e seus arranjos metálicos com sabor de NWOBHM (principalmente de Iron Maiden).

Ou seja, temos um pentágono de faixas alicerçadas pelo Heavy Rock, mas com alternativo aqui, sleaze acolá, Blues, Stoner e Metal Tradicional espalhados à gosto, tudo bem diluído ao longo de pouco mais de vinte minutos, nos deixando ansiosos pelo trabalho completo.

Pode conferir sem medo!

Confira o EP na íntegra… 

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