ATUALIZANDO A DISCOTECA: Ungraved Apparition, “Pulse_0” (2017)

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Ungraved Apparition: “Pulse_0” (2017, Grimm Distribution) Nota:9,0

O Ungraved Apparition é uma banda de Dark Metal russa, fundada em 2014 pelo trio Micky Babossa (guitarra), Paul Kas (bateria), e Leon Kratt (baixo), que pratica neste “Pulse_0”, seu primeiro álbum, um som poderoso e atemorizante, principalmente pelos vocais sorumbáticos, ora guturais, ora gritados, do vocalista Damned, e pelas linhas de guitarra, que também oscilam pelos momentos climáticos e pesados, com Micky dividindo espaço com Bones Taker, nas seis cordas.

O mais interessante em “Pulse_0” é o conceito desenvolvido por efeitos e detalhes intercalados em pequenas introduções, que aclimatam cada faixa, nos inserindo num mundo de desespero e depressão, rodeado por doenças incuráveis, sadismo, experimentos cirurgicos, fogo infernal, e vida após a morte. E acredite, o efeito causado por estas aberturas é real, amplificando o poderio de cada composição, como se saídas de um filme de terror.

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“Pulse_0” é o primeiro álbum do Ungraved Apparition, banda de Dark Metal russa, que nos insere num mundo de desespero e depressão, por musicalidade densa, melancólica, de tons sombrios, e bases sorumbáticas e cadenciadas, mesclando texturas desesperadoras e assustadoras do Metal Extremo, principalmente, da angústia do Black Metal e do groove rastejante e pútrido do Death Metal.

Musicalmente, temos um conjunto de músicas densas, melancólicas, construídas sobre riffs de Metal Clássico (como ouvimos na variada “Неумершее явление”) em tons sombrios, sobre bases sorumbáticas e cadenciadas, mesclando texturas desesperadoras e assustadoras do Metal Extremo, principalmente, da angústia do Black Metal e do groove rastejante e pútrido do Death Metal.

Todavia, o peso e, principalmente, a velocidade são controlados milimetricamente. À esse traçado temos contornos melódicos fortes, que conectam uma estrutura tão agressiva quanto atmosférica! Essa exploração climática de arranjos limpos, que intercalam os andamentos pesados e arrastados, se apresenta muito bem encaixada na soturna e funesta pratica do Ungraved Apparition.

O grande trunfo deste trabalho, que o faz fugir do perigoso limbo tedioso  e maçante da repetitividade, além das introduções inteligentes, é o dinamismo dos arranjos, que à seu modo, conseguem ser diferentes entre si, e, principalmente, o fato de não se alongarem em demasia em cada composição (o álbum todo mal ultrapassa os trinta minutos), não dando espaço para repetições sonolentas de arranjos.

Confira a faixa  “Гангрена”… 

Essa justaposição de melodia e peso, junto à produção suja e áspera, forjou uma trilha sonora para um inexistente filme de terror, que poderia muito bem ser baseado em contos de H. P. Lovecraft, pois criou um cadeia de momentos gélidos, atemorizantes, depressivos e emocionais muito envolvente, com destaque final para a pesada e direta “Спаси!”, a “balada Death Rock” de “Тот, кто не дышит”, o “blues Dark Metal” “Пыль”,e  a “empolgante” “Гангрена”.

Ah! E obviamente o fato de cantarem em sua língua natal deu um sabor ainda mais hipnótico e cativante à obscura forma de se fazer música.

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