ATUALIZANDO A DISCOTECA: Of The Sun, “Before a Human Path” (2017)

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Of the sun art
Of The Sun: “Before a Human Path” (EP, 2017, independente) NOTA:7,0

A poderosa e nervosa “The Tightrope Mile” abre o EP da banda Of The Sun de modo impiedoso e impressionante. Mesclando o que há de mais moderno dentro da cena pesada, com Groove Metal, Progressive Metal e passagens alternativas e acessíveis, esta faixa é quase um resumo da proposta que se seguirá ao longo do trabalho.

“Before a Human Path”, é o segundo lançamento independente do trio texano, o que obviamente lhe confere alguns traços de Pantera e Down no DNA pesado, mas também mostra uma banda inventiva e diversificada, investindo em passagens climáticas, explorando emoções e texturas diferenciadas, dentro de sua proposta rústica e de andamentos matemáticos confrontando a estrutura groovada.

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“Before a Human Path”, é o segundo lançamento independente do trio texano que se auto-rotula como Southern/Progressive Metal. Não é um trabalho de fácil digestão e assimilação, mas merece ao menos uma conferida se você está à caça de novas e modernas bandas de rock progressivo…

Auto-rotulados como Southern/Progressive Metal, acredito ser essa realmente a melhor definição para a banda. Afinal, o que é rock progressivo? Todos concordam que este estilo se baseia na exploração de sonoridades e emoções musicais, variando a densidade de técnica. E nesse sentido, o Of The Sun é um praticante desta arte, com peso, agressividade, insanidade, assimetria, atonalidades, doses homeopáticas de psicodelia, e um sabor de jam session.

Confira a faixa “Nebulamorphous”…

Dentre as cinco faixas do EP (duas são mais longas e uma não cruza os dois minutos), temos como destaques as faixas “Nebulamorphous” (uma insana desconstrução cheia de atonalidades) e a groovada “A Soliloquy”, sendo impressionante perceber que esta intrincada meia dezena de composições é desenhada assimetricamente por apenas três músicos: Patrick Duvall (vocais, guitarras), David Duvall (baixo, vocal) e Johnny Reed (bateria), que respondem por guitarras tempestuosas e frenéticas, vocais gritados e urrados, e cozinha massacrante.

Confira a faixa “A Soliloquy”…

Todavia, “Cantos” é a faixa mais emblemática do trabalho. A única a contar com dois músicos convidados (Phil Davidson [violino e viola] e Kullen Fuchs [vibrafone]), esta faixa tem arabescos misteriosos desenhados pelas linhas de guitarra, instrumental mais acessível e vocais que lembram muito o que Corey Taylor pratica no Stone Sour. Um típico Rock Progressivo à italiana.

Não é um trabalho de fácil digestão e assimilação, mas merece ao menos uma conferida se você está à caça de novas e modernas bandas de rock progressivo, afinal, conseguiram mostrar criatividade e ousadia suficiente nestes pouco menos de trinta minutos de música.

PRA QUEM GOSTA DE: Down, Gojira, Pantera, Mastodon and Between The Buried And Me.

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