ATUALIZANDO A DISCOTECA: Rigor Mortis BR, ” The One Who…” (2016)

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Rigor Mortis BR, ” The One Who…” (2016, Heavy Metal Rock, Sangue Frio Produções, Holocaust Records Vinyl) NOTA

Quatro horas após da morte de uma pessoa, depois da pele ficar rígida e tomar uma coloração acinzentada, e o corpo humano ter decréscimo de 0,83 graus Celsius em sua temperatura a cada hora,  vem o rigor mortis, o enrijecimento total dos músculos tornando impossível movê-los ou manipulá-los. Convenhamos que, neste contexto, poucos são os nomes que se encaixam tão bem quanto Rigor Mortis a uma banda que se dedique à pratica do Death Metal, versando sobre temas como putrefação, tortura e doenças, como é o caso deste quarteto gaúcho. Talvez por isso o site Metal Archives tenha listado quatorze bandas com este nome. Talvez por isso, a décima quinta adicionou o referencial geográfico ao seu nome!

Todavia, estas são divagações que serão obliteradas pela brutalidade construída sobre velocidade e agressividade que emana das dez composições que completam “The One Who…”, dez repulsivos e grotescos poemas brutalmente emoldurados que formam este primeiro álbum do quarteto completado por Leafar Sagrav (vocal), Rigor Mortis (guitarra), Christian Peixoto (baixo) e Rubens Potrich (bateria), que investe numa famigerada e caótica versão do Death Metal, fazendo jus à herança gaúcha no extremismo metálico nacional.

A banda Rigor Mortis BR investe numa famigerada e caótica versão do Death Metal, fazendo jus à herança gaúcha no extremismo metálico nacional.

Seguindo a escola noventista do Brutal Death Metal, de bandas como Suffocation, Aborted, e Cannibal Corpse, conseguem dialogar, sem soar caricatos ou alegóricos, com as suas influências, e esbanjar riffs cortantes, blast beats ilimitados, e vocais guturais inteligíveis, que não se restringem a urros e gritos, além de agressividade, violência, força, pinceladas de virtuose, alto poder de fogo, e certas atonalidades (como em “Find Bodys Parts Toy). 

Desta fórmula surgem faixas de destaque como “Dialeto de Morto”, “Human Flesh Juice” (caótica e pesadíssima), e “Medieval Impalement” (com virtuosas linhas de guitarras e impressionante variação de andamentos), com suas linhas metralhadas intercaladas pela parede sonora intransponível, flertes com o Thrash Metal, e variações entre os vocais guturais e gritados, que demonstram um artigo de luxo num gênero tão rígido: criatividade!

As letras bilíngues são um show à parte, assim como a introdução com cara de trilha sonora de filme de terror, mostrando um preocupação em ir além do choque, como em “Febrônio Índio Do Brazil (O Filho Da Luz)”, que aborda a biografia criminal de um dos mais temidos e hediondos serial killers brasileiros.

Confira a faixa “Human Flesh Juice”… 

A produção ficou à cargo do guitarrista Rigor Mortis, quem também masterizou e mixou o álbum, o que obviamente contribuiu para o clima do produto final, pois ele sabia onde queria chegar, principalmente em termos de polidez sonora, num equilíbrio salutar para as composições, que apresentam uma qualidade acima da média nas timbragens, sendo possível ainda detalhar cada instrumento durante a audição.

Conferir este trabalho é quase uma obrigação para todo headbanger brasileiro, pois a banda batalha desde 1992, quando nasceu do desejo do guitarrista Alexandre Rigor em praticar as pútridas artes do Metal Extremo. No fim dos anos 1990 findaram suas atividades por problemas usuais às bandas de Metal no Brasil (ou seja, apoio), retornando em 2015, matando seu hiato com este petardo, que é símbolo de persistência e esforço na cena nacional.

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