ATUALIZANDO A VIDEOTECA: Uganga, “Manifesto Cerrado” (2017)

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Uganga_Capa Manifesto Cerrado
Uganga: “Manifesto Cerrado” (2017, Sapólio Rádio) NOTA:10

Em uma entrevista recentemente publicada aqui mesmo no blog, Manu Henriques, nos apresentou a banda Uganga como “uma banda que faz rock pesado cantado em português. Estamos na estrada desde 1993 e desde então já lançamos cinco trabalhos, sendo quatro de estúdio e um ao vivo gravado na Alemanha. Também fizemos duas tours europeias e temos alguns de nossos trabalhos lançados por lá.”

Ou seja, uma carreira de muito trabalho, paixão, e reconhecimento, coroada com este novo lançamento, o DVD “Manifesto Cerrado”, que documenta esta trajetória da banda por duas maneiras emblemáticas: um show dos mais importantes da história da banda; e um documentário com sua biografia, narrada de modo interativo e moderno.

A primeira parte de “Manifesto Cerrado” traz um show na cidade de Araguari, com participações mais do que especiais, a banda cercada por amigos, família e pessoas próximas, e seus integrantes formando um círculo…

Na abertura da primeira parte do material, a banda explica, através de um texto, o período conturbado pelo qual passou em 2014, que culminou no afastamento do guitarrista Christian, devido a um tratamento de saúde.

Em meio a esta crise, foi gravada uma apresentação em círculo, cercado de amigos e apoiadores da banda, na Estação Stevenson, um prédio histórico na cidade mineira de Araguari. E ao final do show fica claro que o local escolhido foi preponderante no resultado final pela energia que transmitia.

Antes de soarem as primeiras pulsações da bateria, a tensão é quase palpável, muito bem registrada pelo olhar do diretor, e pela imagem perfeita, além do som impecável. No início, parece que cada um está tocando para debater consigo mesmo se ali realmente é o seu lugar.

Confira a primeira parte de “Manifesto Cerrado”… 

Segundo o próprio Manu Henriques, “naquela noite acabamos com as dúvidas que poderiam haver sobre se continuaríamos ou não. Ali, em casa, cercados pelos nossos amigos mais próximos, familiares, no nosso momento de maior fraqueza, a banda se reencontrou. É aquilo: para perceber o entorno é preciso olhar pra dentro primeiro.”

E na metade da primeira faixa, a troca de olhares re-aflora o o entrosamento, azeitando a engrenagem Metal-Punk novamente, aumentando a sede de tocar e dar ainda mais unidade à banda.

Por esta observação, compreendemos a que Manu Joker se refere quando diz que “Manifesto Cerrado não é mero título. Esse DVD é, de fato, um manifesto: de sobrevivência; de superação; de renovação”. E completa dizendo que “o show da estação Stevenson é o ápice do nosso renascimento como banda”.

E fica evidente no show que cada um deles sente cada acorde, cada andamento das músicas que emanavam alta energia e fortes vibrações, por solos  que cortam, grooves chapados, e versos combativos. Tudo timbrado com um peso acachapante.

Confira a segunda parte de “Manifesto Cerrado”… 

Dentre as performances das composições, destacamos “Campo”, “Nas Entranhas do Sol”, a nova roupagem de “Couro Crú” (mais atual, em parceria com Eremita, mostrando uma evolução sonora), “Moleque de Pedra” (com a participação de Juarez “Tibanha”, do Scourge) e “Aos Pés da Grande Árvore” (com guitarras sabáticas e percussão hipnótica), como pontos máximos do desfile Trashcore visceral, esmerado e cheio de atitude impresso na apresentação.

Na segunda parte, temos o documentário com trechos de programas de rádio e TV, contando a história da banda por imagens e depoimentos interessantes, desde os primeiros anos, quando Manu Joker ainda estava na bateria, e a banda atendia por outro nome.

Também detalham os conflitos internos da época do primeiro álbum, bem como imagens de estúdio, das turnês na Europa, e cenas de backstage. Ou seja, temos um registro histórico que se inicia nos anos 1990, passa pela transição de Joker pros vocais e a mutação da sonoridade, a conflitante fase pré-“Opressor”, a decisão de incorporar a terceira guitarra, e os auspícios para o próximo trabalho.

Confira nossa entrevista completa com Manu Henriques, aqui

Todavia, muito além de relatar a biografia de uma banda, este documentário mostra como a paixão comum gera uma ligação biunívoca entre os integrantes, entrelaçando uma família quase espiritual em torno de uma banda de Heavy Metal, que compartilha dores (doenças e lesões) e alegrias (nascimentos e casamentos) no seu processo evolutivo.

“Manifesto Cerrado”, foi financiado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Araguari, e celebra as duas décadas de carreira do grupo. Dirigido e produzido por Eddie Shumway, “Manifesto Cerrado” será lançado  pela Sapólio Rádio Records, com arte de capa assinada pelo baterista da banda, Marco Henriques.

Mais informações:
http://www.uganga.com.br
http://www.facebook.com/ugangaband
http://www.youtube.com/ugangamg
http://www.twitter.com/uganga
http://www.sapolioradio.com.br

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