ATUALIZANDO A DISCOTECA: Savant, “Serial Killer’s Tales” (2017)

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Por Will Bernardes

Savant-Serial-Killers-Tales-2017
Savant – “Serial Killer’s Tales” (2017, Independente) NOTA:8,0

A banda carioca Savant traz em 2017, após alguns empecilhos com a data de lançamento, o segundo álbum “Serial Killer’s Tales”, firmando sua sonoridade limpa em bem trabalhada de seu Thrash Metal clássico sem grandes avanços inovatórios, mas, notoriamente, mostrando se uma banda madura e sólida dentro de seu estilo.

Formada em 1999 e sendo apadrinhada por Carlos Lopes (Dorsal Atlântica) em seu primeiro registro “Portrait of Reality”, o grupo arrancou boas críticas das grandes mídias especializadas da época, o que garantiu seu espaço no cenário nacional.

Em seu novo trabalho eles seguem com seu vigoroso Thrash Metal básico, emulando boas sequências de velocidade e peso, com guitarras sujas e vocais rasgados, acertando a mão nas passagens cruas das linhas instrumentais.

Confira a faixa “Colonizer”… 

No conceito das composições, a banda se inspirou em relatos reais de Serial Killers e em toda a construção ideológica que caracterizam alguns casos, trazendo uma reflexão da natureza humana e em seu instinto destrutivo.

Com Antônio Vargas (Vocais e guitarra), Allan Costa (guitarra), Zé Renato (baixo) e Allan Argolo (bateria), o álbum ainda conta com diversas participações de membros antigos, Luiz Syren e Frank Godzik “Black Fire” (ex-Sodom e Kreator).

Trazendo em sua bagagem influências em gigantes do Thrash mundial como Exodus, Testament, Sodom, Kreator, Destruction, Sepultura, Slayer e afins, o grupo inspira segurança e conseguiram alcançar um nível balanceado em suas músicas, explorando bem as dinâmicas Old School em sua identidade, resultando em boas “pedradas” como “Third Antichrist” (com uma pegada bem Exodus), “Suicide Premonition” (que mescla bem passagens rápidas e guitarras velozes com cadências técnicas e bem trabalhadas) e “Reaper of Pain” que inicia com uma narrativa conduzida progressivamente por uma linha instrumental mais Doom, seguindo em uma torrente de riffs e solos destruidores combinadas com vocais agressivos e bem entonados.

Confira a faixa “Suicidal Premonition”… 

Além das citadas, faixas como “Molested Whore”, “Colonizer”, “Blodding Rising Sun” e “The Gray Man” merecem atenção pelas boas sacadas do metal pesado, com instrumentais bem construídos e composições cercadas de narrativas agressivas e impactantes.

“Serial Killer’s Tales” reforça a premissa de que álbuns conceituais, desde que bem trabalhados, combinadas com elementos do Metal pesado, no geral resultam em obras significativas que contribuem muito em termos de composições.

Contudo, dentro do potencial da banda, trazem melhorias na estrutura das músicas mas deixam alguns pontos a serem observados, como por exemplo os vocais que apesar de estar dentro dos padrões do estilo, necessitam ser um pouco melhor trabalhados.

O Savant chega em 2017 com tudo e apresenta um álbum conciso cravando os dois pés no cenário nacional do Thrash, mostrando que a velha escola do gênero no país deixou seu legado e ainda influenciam novos grupos a seguirem seus passos, trazendo ótimas bandas com potencial para bater de frente com grandes nomes do mundo todo.

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