ATUALIZANDO A DISCOTECA: Soul Inside, “No More Silence” (2016)

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Soul Inside: “No More Silence” (2015, Independente) NOTA:8,0

Oriunda da cidade mineira de Lavras, a banda Soul Inside lançou seu primeiro álbum, “No More Lies”, em 2015, estruturado sobre um brutal e marcante Death/Trash Metal, de linhagem européia.

E a missão de abrir a discografia da banda foi dada às guitarras climáticas e obscuras da introdução de “Child of War”, antecipando riffs trampados da dupla Eduardo Petrini e Beto Siqueira, e vocais guturais, que soam agressivos e contextualizados ao gênero, mas inteligíveis, à cargo de Bruno de Carvalho (que também maneja as linhas de baixo).

Além disso, as melodias desenvolvidas pelas guitarras dão certo requinte envolvente à massa sonora da banda, equilibrando bem o peso e a velocidade, imprimindo alguns detalhes agressivos em suas composições, mostrando potencial criativo para transitar entre os limites do gênero, mesmo que soe mais rígido, ou menos versátil, em algumas das composições.

A banda Soul Inside lançou seu primeiro álbum, “No More Lies”, em 2015, estruturado sobre um brutal e marcante Death/Trash Metal, de linhagem européia, mostrando potencial criativo para transitar entre os limites de um gênero rígido como este.

A instrumentação está bem timbrada, principalmente na cozinha, completada pelo baterista Renan Seabra, e a produção bem encaixada à proposta, o que deixou a sonoridade abrasiva, mas confortável à submersão do ouvinte nas composições. “Fight The Despair”, por exemplo, traz um groove impactante e linhas de baixo gordurosos que envolvem à primeira ouvida.

Algumas linhas de guitarra carregam até mesmo aquela referência obscura do Black Metal, enquanto “Again The Nightmare” traz um flerte com o Death Metal melódico, ao melhor estilo escandinavo. Nada virtuoso ao extremo, mas ainda assim grandiloquente em suas harmonias.

Confira o álbum na íntegra… 

Essa faixa, junto a “Sands of Truth”, são claramente os dois destaques do álbum, talvez por saírem do molde de arranjos e combinações das mesmas ideias, dos mesmos parâmetros musicais, que a banda pratica na maior parte do álbum.

O que não significa que o trabalho seja ruim. Longe disso, afinal, uma banda sempre tem dois caminhos quando escolhe um gênero para se dedicar: reinventá-lo, ou praticá-lo com empenho, empolgação e energia.

E faixas como “Life of Lies”, “No More Silence”, e Unholy Temple” são exemplos de como a banda Soul Inside consegue transitar com competência pelo segundo caminho, ainda como uma joia em estado bruto, esperando por lapidação (uma dinamização dos arranjos, e menos rigidez nas melodias, por exemplo) para que possa brilhar na cena nacional. Afinal, potencial, ousadia, e personalidade para tal eles possuem!

Destaque final à belíssima arte da capa confeccionada pela ArtSpell Artwork.

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